Arquivo mensal: junho 2013

A Verdade em Tempo Real

São incontáveis os lugares onde encontramos pessoas que se dispõem a enganar tomando proveito de quem ingenuamente acredita em promessas que tenham por finalidade uma mudança de vida, um passo para a sorte, o caminho para a felicidade, e tudo prometido por humanos, pelos politicamente humanos, e o resultado está aí! O Brasil de leste a oeste, de sul a norte, externando a essência pacífica da revolta, onde todos numa só voz, num só grito, clama por dignidade, atitude para com os desamparados, redução de preço nas passagens dos coletivos, urgentes investimentos para a educação, saúde e segurança, o fim da corrupção, como se isso fosse possível, salvo se houvesse uma lavagem cerebral ou uma cobrança séria e investigativa dos desvios financeiros que deveriam ser aplicados em prol da população porque é dessa forma que o dinheiro entra nos Estados sob a promessa de ser usado em obras sociais, nas catástrofes provocadas pela ação da natureza e para atender às necessidades básicas da comunidade.

As reivindicações que se alastram pelo Brasil afora, representam o grito abafado de uma população carente de atitudes que finalmente despertou em razão de situações antagônicas aos seus básicos interesses que foram lesados anarquicamente como se em sendo humanos, fossemos criaturas descartáveis, impróprias para uma vida condigna e mercantilmente negociável.

O brado que sai da alma e do coração, personaliza o extremo valor que habita dentro de nós, o que se nos torna forte, com a força que vem do Divino comprovando que em tudo, somos a imagem e semelhança de DEUS.

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

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AMEAÇA, UM PERIGO IMINENTE

Uma das situações mais incômodas que aflige o ser humano, é sentir-se ameaçado.

A ameaça tem o poder de nos deixar desesperados, preocupados e temerosos. Para quem ainda não sabe, todo aquele que ameaça está praticando um crime previsto no Art.147 do Código Penal Brasileiro, cuja redação é a seguinte: Ameaçar alguém, por palavra escrita ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave:

Pena – detenção de um a seis meses, ou multa.

Parágrafo único – Somente se procede mediante representação.

 

Um fato lamentável ocorreu há alguns anos atrás, quando uma dileta amiga fêz-me ciente de que o seu marido estava recebendo ameaças de morte por telefone e eu, ouvindo atentamente a narrativa dos fatos, acreditei e com ela comentei que aquelas ameaças não passavam de um blefe, mesmo porque, quem tenciona matar, não avisa com antecedência.

Por incrível que pareça, na tarde do mesmo dia, o marido da minha amiga foi barbaramente assassinado com seis balas na cabeça.

Foi a partir desse episódio que mudei totalmente o meu conceito quanto ås ameaças sejam elas quais forem, ao tempo em que, cumpre-me advertir a quem quer que esteja sendo ameaçado, que procure o distrito policial do bairro onde reside, proceda a uma Representação contra o ameaçador e converse com a autoridade policial sobre a sua pretensão de instaurar um Termo Circunstanciado de Ocorrência.

Agindo dessa forma, você estará se defendendo de uma agressão, de uma investida contra a sua vida e da sua família e ainda mostrará ao seu desafeto que a lei e o poder público, estarão ao seu lado defendendo o seu reconhecido direito de cidadã ou de cidadão.

Diante do alarmante índice de violência que temos acompanhado, é grande o número de pessoas que não denunciam os casos de ameaça por temerem represálias, porém, é necessário lembrar que todo aquele que se omite por quaisquer razões, está cedendo espaço e oportunidade para que o ameaçador possa finalmente cumprir com as insistentes ameaças, o que o deixará cada vez mais convicto da impunidade que o tem favorecido.

Há sempre um fundo de verdade nas intenções do ameaçador e isso não devemos esquecer, então, dessa forma, é justo entregar a sua integridade física ou moral ao bel prazer de um usurpador que procura extirpar a sua sorte ferindo a sua dignidade ou conduzindo-lhe à morte?

Reflita sobre isso!

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil.

Vidas sem Rumo

Ruas, calçadas, bancas de feira, marquises, escadas, construções em ruína ou inacabadas, esse é o cenário típico onde se abriga a miséria que se agiganta nas grandes cidades e até nas praias mais afastadas.

Há muito tempo, quando as drogas ainda engatinhavam na busca de curiosos adeptos, a mendicância já estava nas ruas e a história de vida de cada pedinte tinha diversos e aproximados enredos.
Por vezes, ouvíamos relatos de mendigos que assim se fizeram porque suas famílias não aceitavam o vício do alcoolismo nem tampouco as ações tresloucadas da embriaguez.
Outros narravam desajustes familiares e também sociais perfeitamente compreensíveis, causados pelo analfabetismo, pelas oportunidades que não lhes eram ofertadas, pela pobreza em razão do desemprego, tudo isso aliado ao descaso estatal, que da miséria muito se aproveitou em prol da demagogia eleitoreira abraçando aos miseráveis que eram tomados por “afilhados” até contagem final do almejado sufrágio.
Hoje, houve uma alternância que fez crescer o alarmante índice de moradores das ruas que unidos aos “cheira-cola”, formaram uma orquestração dividida em perigosos instrumentais que emitem o odor da maconha, a narcotização da cocaína, a vertigem do ópio, a devastação da heroína, e outras mais regidas pela rápida e veloz dependência do crack.
Os moradores das ruas, estão sujeitos às mais diversas investidas criminosas impostas pela sociedade que se projeta perigosamente em cruéis demonstrações de barbarismos realizados covardemente no silêncio da noite, ocasião em que a vítima, drogada ou consciente, se põe a dormir, aproveitando o seu mais precioso momento de paz.
Não são esses seres criaturas tão humanas quanto nós? Não representam eles a simbolização da miserabilidade que, por sua essência, há que ser levada a sério? Não são eles dignos da repressão estatal que, saindo da inércia apresentará ao mundo não somente um alto índice de violência, mas principalmente, um respeitável índice de JUSTIÇA?
Não é a VIDA o bem maior que possuímos, ainda que sejamos ricos ou pobres, simples, poderosos ou de etnia diversas? A falta de religiosidade ou a sua rejeição, faz com que o indivíduo esqueça que pela LEI de DEUS expressa na Constituição Moral em seu 5º item do “amor ao próximo”, está assim patenteado: NÃO MATAR!
Ninguém pode se dar ao direito de exterminar a vida de um ser humano inocente, o que contraria gravemente a santidade do CRIADOR que com os seus Mandamentos visou a edificação de uma sociedade justa e igualitária.
Que seja aplicada a JUSTIÇA, a vida merece essa OBRA!

Liana Franca,

Delegada de Polícia Civil do Estado de Alagoas.

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