Arquivo mensal: julho 2013

Um Monstro chamado MULHER

  A complexidade para se chegar à compreensão de um ser humano, é tão impraticável quanto percorrer o Universo a pé. Só DEUS e tão somente ELE é capaz de avaliar e entender com profundidade os mistérios do coração e especialmente da mente humana, insistentemente explorada por estudiosos da Psicologia, da Filosofia, da Parapsicologia, da Medicina Psiquiátrica e de tantos outros cientistas que acreditam na plena descoberta dos mistérios e da profundidade da mente humana.

Uma notícia que recentemente abalou a nossa sensibilidade, até mesmo dos mais apáticos, foi a atitude de uma mãe adolescente de dezessete anos de idade, quando, deliberadamente assassinou a golpes de pedradas (instrumento contundente), a própria filha de um ano e meio de idade, deixando-a ao abandono dentro de um matagal, exposta à ação de predadores, com a cabeça esmagada pelas pancadas impiedosamente aplicadas.

Após o achado do pequeno corpo, a polícia civil ouviu o depoimento da mãe, e essa, usando de artimanhas, abriu as cortinas do picadeiro e narrou que saiu de casa à noite com a filha nos braços, quando em certo local foi abordada por dois elementos que estavam encapuzados, e delas se aproximaram puxando violentamente a criança dos seus braços.

Não tive a oportunidade de presenciar o depoimento dessa pessoa, porém assistindo à reportagem na TV e vendo-a de costas compreendi de imediato o quanto ela estava mentindo até porque, não havia nenhuma emoção nas palavras proferidas e nenhum grito silencioso em busca de Justiça.

Desfeita a máscara usada na representação, chegou-se à mais cruel verdade de todos os tempos: a adolescente matou a filha inocente e indefesa, porque, segundo afirmou perante a Autoridade Policial, a pequena criança estava obstaculando a sua vida.

O fato criminoso aconteceu, a Autora é uma MÃE de dezessete anos que por força das benesses do Estatuto da Criança e do Adolescente tem em seu favor as garantias da Lei que lhe faculta o direito de não ser considerada criminosa muito embora o seja, e que ainda conta com a sábia proteção dos órgãos juridicamente competentes.

Poucos meses faltariam para colocá-la diante das garras de um tribunal se de maior ela fosse. Faz-se necessário uma reforma urgente, urgentíssima quanto à maioridade civil, porque acomodidade que dá certeza à impunidade faz fluir a monstruosidade da barbárie existente no recôndito de um ser desvairadamente perverso.

Como se pode admitir que o filho gerado do próprio ventre passasse a ser um estorvo na vida de uma mãe? Como admitir que nessas condições, matar seja a única solução? Se essa homicida estava insatisfeita com a existência da filha por qualquer que fosse a razão, bastaria a iniciativa de doá-la, pois há uma fila interminável de pessoas à espera dessa oportunidade que certamente a acolheriam de braços abertos e com o coração pleno de amor.

Muito embora não tenhamos presenciado a monstruosa cena criminosa, a mente reproduz a forma como o delito aconteceu, implantando em nós uma impiedosa revolta que nos faz esquecer razões, estímulos sejam eles quais forem, porque por mais que se tente colocar motivos que possa justificar o lamentável crime, é humanamente impossível aceitá-lo com resignação.

Há uma condição que nos leva a uma certeza absoluta: por maior que seja o amparo que a lei faculte aos criminosos com o perfil dessa assassina cruel, no momento em que a mesma se encontrar diante da sociedade que não julga a perversidade humana com a filosofia comportamental dos grandes filósofos, sofrerá uma inevitável rejeição que a fará lembrar-se da existência de DEUS e do quanto é importante transportar no coração a essência do amor e da religiosidade.

O extremo do amor materno, não é matar e sim, se dar com muito amor.

Liana Franca,

Delegada de Polícia Civil.

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Marchas em Descompasso

Quais as súplicas dos brasileiros? Que forças têm os movimentos, sejam sindicais, partidários ou entre cidadãos comuns, quando saem às ruas destroçando e incendiando casas, carros, ônibus, apedrejando portas e janelas, destruindo casas comerciais, prefeituras, praticando terrorismo, bloqueando estradas e ferrovias, ateando fogo nos transportes públicos, saqueando lojas e toda espécie de baderna?

Que pauta de reivindicações se expressa num movimento anárquico e descompassado? As marchas pacíficas fundamentam-se com os argumentos do que se quer e do que se pede e esses podem e devem ser entendidos porque expressam a vontade de um povo insatisfeito, que por longos anos reprimiu em esperançoso silêncio as promessas para uma vida cidadã condigna ao trivial da vida.

  • Longos anos atravessamos esperando que dias melhores surgissem sempre confiantes nas ações prometidas, nas mudanças que trariam o bem estar das comunidades, tudo isso, dosado por uma fórmula mágica que sempre surgia em forma de promessas poucas vezes cumpridas, até porque, os autodidatas da administração, não conseguiram decifrá-la mesmo sendo eles os seus próprios inventores.

  • Enquanto não houver seriedade em todos os pontos de vista na história deste país, o povo estará sempre servindo de degrau para a ascensão dos poderosos, em detrimento do seu próprio declínio. É de fato chegada a hora de se fazer ouvir e de acordar para a crudelíssima realidade que aflige a sociedade como um todo, e de solavancar os “mágicos” da existência os quais, até pouco tempo acreditavam que a força do poder estatal seria suficiente para manter uma dominação com submissão e, por vezes, mediante o uso de meios coercitivos.

  • A Presidente Dilma Rousseff que a princípio queria propor uma Constituinte específica para tratar da reforma política, lançou posteriormente a ideia de criar um plebiscito para 2014 o que também não haverá, posto que, seria um perigo iminente às armadilhas das próximas eleições. Caso haja um plebiscito ainda este ano, os anseios do povo serão atendidos a partir de 2016, significando então, que o que tanto se clamou como medida urgente, deixará de sê-lo, em virtude da pertinaz oposição existente nas lideranças partidárias da Câmara dos Deputados.

  • A vontade é do povo; é a população que sente nas vísceras o alcance das suas aspirações que não devem ser interrompidas enquanto não passarem pelo crivo do entendimento, da aceitação, da aquiescência e da realização.

  • Que jamais percamos a oportunidade de nos fazermos ouvir e de restaurarmos objetivos que são primordiais à essência do bem viver!

A Luta deve continuar!

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

A Saúde pede Socorro

Não é um acontecimento incomum, não é a saúde em si que pede socorro, mas todo aquele que precisa ser socorrido. O Sistema de Saúde no Brasil foi contagiado pela moléstia do descaso e não há um único doutor que se disponha a curá-lo a despeito dos caros e sacrificados impostos que pagamos que deveriam ser revertidos para o nosso bem estar e dos quanto se profissionalizam na área da Saúde.

O muro das lamentações está sempre pronto para atender as constantes reclamações que se diversificam e isso em razão do péssimo atendimento, de ambientes insalubres, da falta de leitos e de medicamentos, da escassez de médicos, das consultas marcadas a longínquos prazos, dos tratamentos desumanos para com os pacientes, conduta essa oriunda de alguns profissionais desqualificados e que também são mal remunerados além de descontentes pela falta de estrutura e de incentivo à realização de um trabalho condigno.

O que fazer para mudar essa situação caótica e desumana? Importar médicos do exterior ou oferecer aos que já estão condições mínimas com estrutura adequada para que esses profissionais trabalhem nos hospitais públicos e nos postos de saúde com a garantia de um retorno salarial condizente e da boa aplicação do dinheiro público?

Poder-se-á afirmar que os médicos brasileiros não querem trabalhar em comunidades que se situam em pontos distantes do país e que por essa e outras razões o governo brasileiro pretende trazer médicos de outros países para se estabelecerem por um período determinado nos lugares de difícil acessibilidade e de reconhecida pobreza; para essas comunidades, o que realmente importa é que venham os profissionais sejam eles brasileiros ou estrangeiros e que prestem serviços à população menos assistida, expressiva oportunidade que os doutores terão de se aliarem a uma realidade construída num mundo antagônico ao que a sorte lhes deu e que por prêmio colocará em suas mãos para que cresçam numa ordem ascendente, como humanos, como cristãos e como profissionais.

Que seja feito o bem e que se concedam condições para tal!

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

Férias: Curtir ou Repousar?

Férias – é o prêmio recebido pelo trabalhador em razão da sua jornada de trabalho. É antes de tudo um direito garantido pela Consolidação das Leis do Trabalho, que vislumbrou o lado humano e social do empregado em qualquer nível de atividade profissional.
Há uma diversidade de ofícios existentes no campo do trabalho, que se coadunam com a capacidade e formação cultural de cada indivíduo, concedendo-lhes privilégios para uma linha de responsabilidade intelectual proporcionalmente menor do que os que usam a força física.
Em ambas as situações, a preparação para as férias é tão necessária quanto tratar da saúde preventivamente.
Quando o trabalhador consegue juntar economias que lhe facultem e à sua família o direito de desfrutar do prazer de viajar para rever familiares, amigos, conhecer lugares, pessoas e culturas diferenciadas, ocorre uma renovação natural na máquina humana de tal forma prazerosa, que no retorno às atividades, o desempenho profissional flui com surpreendente criatividade, com alegria, com determinação, com disposição, com participação, com vontade de fazer, fazendo o melhor que se pode.
Em contrapartida, há quem opte pelas férias unicamente pelo agradável prazer de descansar e de trazer à ordem, as desorganizações naturais da vida. O retorno programado ao convívio familiar liberta-nos de um complexo de culpa que tem o poder de nos incomodar durante meses a fio, por força das cobranças que se nos fazem os filhos principalmente, que de tanto viverem unidos às figuras paterna e materna, dessa então desde a concepção embrionária, não conseguem se desvencilhar dos laços que os unem e da proteção que os ampara.
Enfim, viajando ou repousando, o trabalhador deve tirar das férias o máximo que puder, outorgando a si mesmo o direito de revestir-se por inteiro amparando o corpo, enriquecendo o intelecto, purificando a alma e compartilhando o seu bem estar com DEUS e com os seus.
Feliz Férias!
Liana Franca
Delegada de Polícia Civil.

O Despertar de um Hino

 Alegrias, Tristezas, Carências, Esperanças, Emoções mil, fizeram bradar e vibrar os corações brasileiros no momento em que todos se uniram num só pensamento e numa só voz ao ecoarem o Hino Nacional no final da Copa das Confederações, no último dia do mês de junho de 2013. O contágio do momento adentrou nos lares, nos bares, onde quer que estivesse um ser humano ávido por vitória, ligado na magia das três almejadas letras existentes na palavra GOL.

Foi um momento de extrema plenitude a abertura do jogo com a execução do Hino Nacional Brasileiro; os jogadores cantaram junto à banda de música e o povo que não perdia o tom, acompanhava com admirável orgulho dando continuidade à música, cantando-a não como autômatos, mas como intérpretes de doze estrofes que brotavam da alma e do coração.

Jamais o nosso Hino pátreo foi cantado como se fora um cântico de louvor!

Creiam então que no soar das vozes uniram-se o fascinante magnetismo da canção com a inabalável fé que a todos conduziu numa mesma emoção, formando uma corrente intransponível de amor e de esperança. Como não venceríamos, se estivemos todos unidos num “brado retumbante” onde os raios fúlgidos não brilharam com o sol da liberdade, mas com a emanação fantástica de uma noite intensa iluminada pelo incomparável brilho das estrelas.

Oxalá que nessa vida, tenhamos como numa arena, incontáveis GOLS arremessados na trave da existência! Tudo é possível quando glorificamos ao SENHOR nosso DEUS.

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil 

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