Arquivo mensal: agosto 2013

Desamor

Enquanto o AMOR, mola mestra da vitória em tempos inglórios representa-se como a aurora da vida, o DESAMOR nubla a aurora, escarnece o sentimento, necrosa o sangue que irriga o coração, reduz a adrenalina que enfraquece a excitação e baixa a autoestima que conduz a enfermidades do tipo DEPRESSÃO.

O DESAMOR se revela no contraditório das mais simples e triviais situações que o ser humano espera e cobra do outro. Da convivência natural entre pessoas, nem sempre é possível o “se dar sem receber”. Nas relações humanas, sejam essas de pais para filhos, entre parentes, cônjuges ou mesmo amigos, existe uma troca que flui naturalmente daquilo que se oferta e do bem que se entrega.

A felicidade que tanto se apregoa, não acontece na exclusividade do amor; não estamos na vida para sermos o escárnio da incompreensão, até porque, a dádiva da existência está na simplicidade que alimenta a alma, no olhar sincero da pessoa amada, no amparo feito a duas mãos, na oferta mais singela, no abraço que une os corações, nas mais doces e amargas situações da vida, na renúncia em nome do bem, nas predileções que se completam e em tantos outros contextos de indeléveis significados.

Leitor amigo, a vida é tão efêmera quanto grandiosa, jamais permita que na sua jornada siga ao seu lado alguém que não lhe saiba amar. É muito fácil entender a quem não nos ama e nem nos considera, basta que façamos uma comparação entre o nosso “eu” sincero e participativo, com o “eu” daquele que se nega em lhe servir com prazer, que se aborrece com a sua presença, que não testemunha as suas boas ações, que turva a força do olhar com a expressão de desprezo, que só lhe valoriza enquanto servido, que não se interessa pelo relato do seu dia, que não lhe acompanha quando você mais precisa que não se alegra com a sua alegria e nem se compadece com a sua tristeza.

Quem tem desamor pelo outro, não o olha nos olhos, senão para desafiá-lo ou criticá-lo numa cobrança constante de quem se julga conhecedor da verdade, e nem lhe concede a chance da defesa.

O amor é altruísta; O desamor é egocêntrico e enganador. Quem se faz no desamor, transforma-se numa geleira humana incapaz de se aperceber da sua própria doença e da incapacidade de valorizar e entender que o que nos dá vida em abundância, é compreender o significado e a importância do verdadeiro amor.

Portanto, não se deixe abater por quem não lhe merece, invista-se na integralidade do seu mais puro ideal, compreenda que antes de se dar, é necessário se querer, se querer e se querer cada vez mais e, se após toda essa preparação o DESAMOR bater à sua porta, rejeite-o, abomine-o, diga a quem lhe pergunte que não há nada e nem há ninguém no mundo que se sinta no direito de escarnecer a sua alma, de enfraquecer a sua essência e desordenar sua existência.

Valorize-se! Entenda que se DEUS é amor e nós O temos de forma incondicional, não se concederá espaço para o iníquo nem para a iniquidade no cerne de nossas vidas.

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil.

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A IMPORTÂNCIA DA SIMPLICIDADE

 O MUNDO, essa esfera imensa de acontecimentos atrozes, assim como de fatos prazerosos, universaliza habitantes de diferentes culturas, raças, camadas sociais, dogmas que estigmatizam o cerne humano, e o faz acreditar numa verdade comportamental fictícia, que, se tem valor para quem os segue, para DEUS não tem nenhum significado.

O AMOR assim como a verdadeira SIMPLICIDADE perdeu espaço no mundo globalizado, onde a verdade, a poesia e o lirismo foram se volatizando quando ainda insistiam em se fazer ouvir.

O CAPITALISMO ECONÔMICO surgiu com amarras tão cruéis que arremessou a singeleza da perfeição num solo infrutífero sobre o qual se pisou sem saber aonde se discriminou sem saber por que e ridicularizou a quem jamais se deixou envolver pela suposta felicidade capitalizada, que não desabrocha, não dá frutos, e não deixa sugar o néctar da existência.

Passou-se o TEMPO, finalmente um dia, o CRIADOR que não nos desampara, compreendendo o quanto a humanidade insensibilizada necessitava reverter os seus valores éticos encontrando no simples o sincero e na prática a experiência das ações solidárias, verdadeiras e humanas, enviou para a Humanidade, o Papa Francisco que em sua marcante temporada pelo Brasil resgatou na sinceridade do seu sorriso o amor que se escondeu, no toque das mãos o aprimoramento do espírito humano, nas palavras singelas a compreensão da verdade que semeou a esperança, a dignidade, a fraternidade e o altruísmo, no enfrentamento da multidão a certeza de que tudo o que se faz pelo homem e pela paz com amor e determinação, envolve-se num escudo divino que não queima à luz do sol, não molha quando chove e nem encharca quando a mensagem é de e de ESPERANÇA.

A Indisciplina que a princípio se fez perceber na pessoa do Papa Francisco quanto à sua segurança, não foi proposital, mesmo porque, a confiança que Ele tem no CRIADOR vale muito mais do que um exército inteiro à sua volta e foi em nome dessa confiança que Sua Santidade abriu os braços e o sorriso para o povo que o tocou, que o abraçou e foi por ele abençoado.

Das famosas frases de SÃO FRANCISCO DE ASSIS há uma que diz assim:

O que temer? Nada.

A quem temer: Ninguém.

Por quê? Porque aqueles que se unem a Deus obtêm três grandes privilégios:

Onipotência sem poder:

Embriaguez, sem vinho e

Vida sem morte.

Jamais aconteceu na história universal, unidos num único evento, a presença maciça de três milhões e meio de peregrinos que se aglomeraram num verdadeiro cordão humano, ansiosos por ouvirem a palavra do Santo Papa, numa demonstração inequívoca de resgate aos valores cristãos.

O respeito e a atenção que todos dispensaram ao Sumo Pontífice tiveram um significado marcante especialmente após a leitura da Homilia, quando alguém pediu que todos ficassem em silêncio para refletirem sobre as palavras do Papa, e assim, surpreendentemente aconteceu. Há alguma dúvida de que só o AMOR constrói?

O Papa Francisco operou o milagre da multiplicação humana quando o universo veio às ruas para lhe dar as boas vindas; os adeptos do Cristianismo também se multiplicaram quando descobriram que a simplicidade, a bondade, o perdão, a atitude, a luta por justiça e a confiança em DEUS, foram se tornando as palavras de ordem no coração de cada um.

Está de todo provado que a empáfia, o preconceito, a vaidade, o vício, a maldade e o desamor, não têm lugar de destaque na alma humana. A verdadeira felicidade surge do bem que se faz do abraço que se dá, do sorriso que encanta, das mãos que abençoam, do valor que se alevanta.

Com muita singeleza e elegância, Sua Santidade passou para nós essas dádivas, provando, por conseguinte, que o verdadeiro milagre reside na proliferação do belo que implantado no coração, conduz à razão, a certeza do bem viver.

A semente foi lançada. Bons frutos virão!

Liana Franca

Delegada de polícia Civil

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