Arquivo mensal: outubro 2013

Só o Amor Constrói

O que alcançam os nossos olhos na contemplação dos seres e das coisas, fazem-nos meditar que se não fora a essência do Amor Maior, pouco ou nada existiria de belo e verdadeiro na construção do Universo.

A Natureza nos encanta nos seus múltiplos aspectos; Se olhamos para o mar imaginamos a magnitude que fluiu da magia do Amor quando, ao abrir os braços o CRIADOR ordenou: “Faça-se o mar e o mar foi feito”; Se olhamos para as flores e as descobrimos em intermináveis formas e policromias, entendemos o quanto somos importantes para DEUS que as fez para que pudéssemos apreciá-las, senti-las e ofertá-las com o sorriso que faz brotar a sensitiva comunicação do verdadeiro amor; Se olhamos para os pássaros, deslumbramos nas asas que bailam num movimento elegante e uniforme, a perfeição do simples na busca da liberdade, do acasalamento e da sobrevivência; No seu canto a partitura melodiosa de acordes perfeitos que se exibem no raiar das manhãs e nos nostálgicos crepúsculos. Se olhamos para o Sol mandando à terra o seu ardente archote, concluímos que lá do infinito, nos diferentes pontos cardeais ele lança os seu raios, no DIVINO domínio da sua Supremacia; Se olhamos para a Lua e a vemos crescer tornando-se mais bela, inspiramo-nos no seu brilho, vertendo do nosso peito as mais ternas e doces declarações de amor. Se olhamos as crianças e nelas contemplamos, além do seu EU, a singeleza que brota do seu sorriso, o bem que nos invade a alma reveste de luz os percalços que a vida nos traz.

Enfim, quando olhamos o HOMEM, ser pensante que a natureza edificou na plenitude da sua essência, deduzimos que por ter sido feito à imagem e semelhança do PAI, a ele é outorgada a responsabilidade de se alicerçar na firmeza do amor, no equilíbrio da inteligência e na grandeza do caráter.
Todas as nossas pretensões antes de seguirem para o plano da realidade, têm que ser almejadas, planejadas com dedicação e emoção, e essas resultarão numa satisfação propulsora da felicidade. Como os caminhos da existência são mesclados pelas desventuras que atropelam a leveza da alma, a solidez do espírito edificado jamais se abalará diante das agruras, pelo contrário, crescerá como aprendiz, lutará como guerreiro e vencerá como herói. E tudo em nome do Amor.
Inspirem-se na hegemonia do AMOR!
Liana Franca
Delegada de Polícia Civil.

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A voz e a vez do silêncio

“Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo”. (Oscar Wilde)

A voz do silêncio representa a inteligente decência do bem viver. São inúmeras as situações enfrentadas no cotidiano em que as palavras ou o excesso delas, só complicam o entendimento e o relacionamento. O homem na sua racionalidade tem por natureza e hábito a faculdade de absorver os fatídicos acontecimentos da existência, o que o torna um ser neurótico e por vezes incompreensível; As palavras que lhe são ditas ainda que inofensivas, transformam-se em instrumentos de discórdia, resultado da má interpretação construída pela ação circunstancial da vida.

Com o passar do tempo descobrimos que é preciso fazer a diferença na presença do interlocutor. Se as palavras não surtem o efeito desejado e passamos a ser a “válvula de escape” que o outro necessita para externar a sua insatisfação, expressemo-nos com sabedoria ou mantenhamo-nos em ensaiado silêncio.

Todo aquele que entende que muitas vezes o silêncio vale mais do que mil palavras, não precisa de mil palavras para entender a essência do silêncio. A mais expressiva forma de falar se revela na força do olhar; Em quantas ocasiões nós dizemos “eu te amo” e não falamos nada! Quantas vezes estendemos uma mão amiga sem revelar por que! Quantas vezes advertimos um filho só em olhar para ele e esta é uma situação em que o silêncio é sempre bem vindo para que seja evitado o constrangimento de uma reprimenda com vocábulos inadequados.

É fantástica a descoberta do silêncio que se propaga no raciocínio lógico da ponderação e do bom senso. Manter-se em silêncio nas ocasiões propícias nos leva a aprender mais, a entender melhor, evita más interpretações, facilita um juízo de valor em determinadas situações e o que é melhor, aproxima-nos muito mais de DEUS que por sua onipresença e onisciência, escuta atentamente as nossas súplicas e orações, entendendo como ninguém a força das palavras silenciosas extraídas do intelecto, da alma e do coração.

Por fim, vale ressaltar que se temos a capacidade de nos externarmos sem o uso das palavras, é justamente sem elas que os animais se fazem entender. Com a silenciosa força do olhar eles dizem o quanto nos ama, como se alegram em nos ver chegar, como se abalam com a nossa tristeza, como ficam felizes com a nossa alegria e o quão são importantes para a harmonização do nosso eu.

Em muitas ocasiões o silêncio que se dá como resposta, ensina ao outro a conveniência de se manter calado e de entender que o seu discurso não teve o resultado pretendido.

Exercitemos o Silêncio nos oportunos momentos da vida!

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil.

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