Arquivo mensal: novembro 2013

A Imortalidade da Música

Lembro-me que quando criança na companhia dos meus pais, ouvíamos na velha e querida radiola também chamada eletrola os mais variados ritmos musicais, todos na mais perfeita ordem quanto à composição, letra, melodia, compasso e nas mensagens que expressavam a essência da vida com a mesma sutileza expressa no cântico dos Rouxinóis.

Era uma época em que a música transmitia uma esplendorosa emoção e eu que sempre amei a poesia sentia-me no apogeu do ingênuo prazer, sempre acompanhada pela minha boneca que ganhei dos meus pais de nome Shirley, a quem tanto me apeguei como se fora uma irmãzinha muito querida.

Passou-se o tempo, mas as músicas não passaram, nem jamais passarão. Não consigo definir a emoção que me vai n’alma, quando por obra do acaso ou por querer escuto as melodias que marcaram a minha infância fazendo-me protagonista de um filme que a minha mente revela, colocando-me no palco da existência junto aos personagens reais da minha história.

É indefinível o meu orgulho quando penso que cresci na época em que os grandes compositores faziam música para o deleite de quem as apreciava descobrindo em cada estrofe a manifestação do amor, a chama da paixão, a descoberta da nostálgica saudade, as amargas e doces recordações e a esperança no amanhã, revelando em sua magnitude, a inspiração subjetiva dos poetas.

A magia que em mim sobrevém da música e que por vezes me faz arrepiar, leva-me a pensar que o coração bombeia os acordes melódicos que transitam pelas veias irrigando o cérebro na essência da razão e a alma na purificação dos sentimentos.

E assim, os anos passam e a música que não morre dentro da gente, eterniza-se no nosso eu renovando-se no descompasso da emoção, fazendo-nos sorrir com a repentina alegria de quem se descortina às portas do Éden ou de quem se realiza após incessante luta.

Na arte musical, não há comparação entre o ontem e o hoje. O lirismo de outrora, a vontade de eternizar e enaltecer o amor, a seriedade com que se encarava uma composição e o respeito pela obra, não cedia lugar para dúbias interpretações e os compositores eram pessoas de invejável cultura e sentimentalismo ou fartamente criativas. Felizmente, ainda somos contemplados com cantores e compositores que dignificam a música proporcionando-nos deleite e satisfação espiritual. Esses, tanto quanto os de ontem, criaram canções que se imortalizaram pela beleza e pelo significado.

Na abordagem funcional, artística e espiritual, a música é a “arte de manifestar os afetos da alma, através do som”. Nessa abordagem, a música só acontece como manifestação humana que possibilita ao compositor compartilhar suas emoções e sentimentos. Ela é de fato, uma forma de comunicação entre os homens.

É preciso acreditar que a música não tem idade, ela está sempre presente em qualquer época, onde quer que estejamos infinitamente renascendo na multiplicação das novas e futuras gerações.

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

 

 

 

 

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Copa do Mundo no Brasil

  Nós, brasileiros do futebol, que em 1950 sediamos a quarta edição da Copa do Mundo com a seleção do Uruguai vitoriosa, vivemos a expectativa do torneio que acontecerá em 2014, ocasião em que estaremos unidos na mesma esperança e na mesma emoção.

Trinta e dois (32) países estão escalados para a grande competição e o Uruguai foi o último a ser escolhido.

É sempre uma honra e indescritível prazer para um país sediar uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada, especialmente quando a sua população se identifica com o esporte, veste a camisa do time e deixa transparecer que para ser um verdadeiro torcedor, não há distância nem obstáculos que o impeçam à constante busca da vitória.

A ligação do brasileiro com o futebol transcende as normas da boa conduta, os limites da emoção e da razão, alcançando um fanatismo apaixonado que não admite derrota, além de não perdoar falhas e armações premeditadas que colocam em risco a dignidade e os reconhecidos valores dos craques idolatrados considerados exímios profissionais.

Como tudo na vida passa as decepções oriundas da ganância que por vezes mesclaram o brilho, a alegria e a beleza das últimas copas mundiais, pouco a pouco vão sendo esquecidas, cedendo lugar às novas esperanças e aos planos para o futuro encontro com familiares e amigos em casa, nos clubes ou nas mesas de bar sempre em clima de festa e de euforia.

A Copa do Mundo no Brasil criou oportunidades de emprego para milhares de pessoas que estavam ociosas e ansiosas por conseguirem trabalho, e até chegar o grande dia, grande parte da população se movimentará para gerar comércio de todas as formas, seja comprando, vendendo, trocando, criando, movimentando a máquina financeira que, por consequência, trará maiores riquezas para o país.

A julgar pela qualidade técnica dos jogadores da nossa seleção reconhecida pelo critério de escolha do renomado Técnico Luiz Felipe Scolari, além do seu inatingível caráter, a vitória brasileira já se desponta no amplo espaço sideral.

Participarão dos jogos da Copa do Mundo, as seguintes seleções: Alemanha, Argentina, Argélia, Austrália, Brasil, Bélgica, Bósnia, Camarões, Chile, Colômbia, Coréia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia, Equador, Espanha, Estados Unidos, França, Gana, Grécia, Holanda, Honduras, Inglaterra, Irã, Itália, Japão, México, Nigéria, Portugal, Rússia, Suíça e Uruguai.

A Copa do Mundo será realizada no Brasil entre os dias 12 de junho e 13 de julho de 2014. As 64 partidas serão disputadas em 12 cidades do país (Belo Horizonte-MG, Brasília-DF, Cuiabá-MT, Curitiba-PR, Fortaleza-CE, Manaus-AM, Natal-RN, Porto Alegre-RS, Recife-PE, Rio de Janeiro-RJ, Salvador-BA e São Paulo-SP).

A cidade de São Paulo receberá o jogo de abertura no dia 12 de junho de 2014, enquanto Rio de Janeiro será a sede da final da 20ª Copa do Mundo da história. No dia 6 de dezembro de 2013, a FIFA irá realizar o sorteio dos grupos da Copa do Mundo na Costa do Sauípe, litoral norte da Bahia, e tabela definitiva do mundial.

Sejamos pela sexta vez os verdadeiros donos do Troféu de vencedor da Copa do Mundo de 2014!

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Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

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VENCENDO OS OBSTÁCULOS

Por sermos partes de um Universo Infinito, cada fase vivida, cada meta cumprida, cada passo pela busca incessante dos motivos e ideais que atingem a nossa vida, coloca-nos à prova na medida em que nos sentimos vitoriosos ou mesmo derrotados.

Os acontecimentos adquiridos nos primórdios da existência, fortalecidos pela ação do nosso cérebro que por sua vez se encarregou de promover meios cientificamente naturais de superação, contribuem para que possamos aprimorar as nossas vidas sem atropelos nem vicissitudes. Com o lado racional no total controle do “nosso eu”, a vida passa a fluir considerando que o dia nasce após cada noite, e o coração renasce tão logo acaba uma desilusão buscando no amor a força para continuar a viver.
Tal qual um corpo que cai e de pronto se levanta, assim se faz com o espírito revestido no poder da FÉ cuja formação religiosa conduz ao indicativo de que no alto da superação existe um poder Divino impulsionando a nossa vontade, o nosso desejo de vencer, de superar, de enfrentar e de reconhecer que não há força capaz de dominar a nossa própria força e nem há pedras sobre as quais não possamos pisá-las.
Dizer a si mesmo, eu posso, eu quero, eu consigo, eu venço, eu enfrento, faz desabrochar no nosso âmago a essência de uma felicidade que não necessita de resultado para se fazer sentir. Toda preparação otimista enriquece a alma, enobrece os sentimentos e proporciona uma vida saudável que contagia o ambiente gerando luz, alegria e paz interior.
O negativista, entretanto navega no mar da escuridão, sem se aperceber que as chagas do seu corpo envenenam o sangue e esmorecem o espírito transformando-o num premeditado suicida; não há nada que o satisfaça e o encoraje, considerando que a sua energia foi de todo consumida proporcionando-lhe uma inevitável “falência múltipla dos órgãos”.
É necessário enxergarmos a vida sem o cepticismo do amanhã que desencoraja, entristece nos mantém cabisbaixos e incapazes de sentir que ao levantarmos a cabeça encontraremos nas sete cores do arco-íris uma exuberante razão para viver.
A força que a natureza nos dá é a nossa maior fonte de inspiração e de coragem. Imaginemos que a lona de um circo sob o qual estejamos, represente o firmamento, que as luzes são as estrelas e a música que antecede a abertura do espetáculo, são as vozes angelicais a nos dizer: Aqui estamos! Descubra-se no Amor, confie na essência do seu EU, fortaleça-se na beleza, na grandeza da FÉ e nos acordes que lhe dou.
Liana Franca
Delegada de polícia Civil

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