O que não se previu

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Por mais que as leis protejam e garantam o que antes era tabu, e que hoje desvirtuam os padrões morais e religiosos, resultado do avanço cultural preciso ou retardado de uma determinada sociedade, as consequências advindas da pseudo modernidade, fazem fluir um preconceito disfarçado, que por consequência e direito, chegam aos Tribunais, a princípio através de liminares, com vitória garantida, expressando o poder da Lei e a sua obrigatória eficácia e obediência.

Um artigo publicado em respeitável jornal de circulação do Estado, trouxe a seguinte manchete: “PM deve ter a primeira transexual nos quadros” – “Candidata já se apresentou com advogado para garantir direitos”. O que se pode discutir? É óbvio que em outros tempos, nem tão longínquo assim, as discussões que existiam em torno da homossexualidade eram tão acaloradas que foram pouco a pouco perdendo a solidez. Como qualquer fato que se torne costumeiro, este transformou-se em lei que garantiu uma opção pessoal sem implicar em dano à sociedade como um todo. É evidente que a sociedade ficou cada vez mais tendente a aceitar as diferentes inclinações sexuais sob a alegação de se tratar realmente de uma predileção que teria de ser reconhecida como válida, preservando assim os direitos das pessoas envolvidas, a exemplo de qualquer união entre duas pessoas. São questões civis legisladas por homens, definidas pelos legisladores e obedecidas pelos cidadãos.

Ao Comando da Polícia Militar de Alagoas caberá uma análise ponderada de uma circunstância novíssima, surreal, jamais prevista pelos elaboradores da lei, os quais, em sã consciência, não imaginaram que a legalização da homossexualidade com garantias de cidadãos comuns, originaria uma situação que poderá desencadear constrangimentos e aborrecimentos, a partir do momento em que um dos componentes da tropa defende a sua condição de pessoa do sexo feminino e que por esta razão, em serviço, deverá vestir farda feminina, saia ao invés de calça, ocupar os alojamentos e banheiros das policiais, e ser tratada como mulher em qualquer ocasião. Simples assim.

Pergunta-se: O que as policiais casadas e os seus maridos devem estar pensando quanto à permanência de um homem dentro de qualquer alojamento feminino? Na verdade, por ser uma transexual assumida, não deixa de ser homem. E quanto aos banheiros, que providências serão tomadas?

A briosa Polícia Militar de Alagoas ficará totalmente vulnerável às injustas críticas e reclamações a que não deu causa, desde o momento em que passar a cumprir com as determinações advindas da justiça, que na minha modesta opinião, reescreverá o que se tem direito por direito, mesmo entendendo que por força das circunstâncias, poderá aplicar necessariamente sutil e inteligente espaço para restrições, se possível for.

Que tudo dê certo, em nome da ética, da paz e do bom senso!


Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

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