Arquivo mensal: fevereiro 2016

Confiar em Deus

Tenho acompanhado dia após dia, as notícias que permeiam o mundo sejam elas de cunho religioso, político, policial, familiar, da sociedade como um todo, e por mais que as notícias se propaguem, dentro delas, há uma matemática de difícil solução, cujos números não se encontram e que vão caindo, caindo, se dispersando para o desencontro da desesperança, paradoxo que contrasta com a crença que se apregoa e que instintivamente abrigamos nos nossos corações.
É esta crença que alimenta a nossa alma fazendo-nos acreditar num conjunto de diferenças do ser humano que o faz único entre todos; à medida que esperamos para ver como será o amanhã, esquecemos que o bem querer está em mim, está em poucos, mas não está em todos. Acreditar, só em DEUS! Metas e Planos governamentais têm divulgações, só não têm resultados. Hospitais e Escolas fazem parte de um cartel eleitoral que por se tornarem “eficientemente” inexistentes, são periodicamente divulgados pela mídia, apresentados como construções ou reformas faraônicas que não saem do lugar, de nada servem, a não ser para criar expectativas e gerar decepções.
Afinal, onde está a verdade na palavra humana? Até quando a ganância, a descaração, o cinismo escancarado, a insensibilidade, a superficialidade da vida com perda dos referenciais éticos e morais, com predomínio do individualismo e do niilismo existencial, se farão sentir, numa demonstração inequívoca de que a vida do ser humano não tem qualquer sentido ou finalidade? Eis o fim do certo e do errado!
Após um dia intenso e cansativo, sento-me para acompanhar as mais recentes notícias da TV, preparando-me espiritualmente para conhecer os fatos que satisfazem, os conflitos que atordoam, a miséria que assusta, as doenças que surgem, os doentes que peregrinam pelos hospitais, encharcados pelos descasos e humilhações, as escolas insalubres, a corrupção e os corruptores defendendo-se de situações que não se argumentam e as espetaculares manobras políticas que surgem num grito desesperador em prol da permanência no poder que vicia e enriquece.
O que dizer do grito dos excluídos? A quem interessa transformar a sorte dos necessitados? O grande egoísmo e a insensibilidade humana, provocam um desrespeito marcante pela vida e pelo ser humano, pois ainda não se compreendeu que enquanto existirmos, não estamos aqui em passeio, e sim cumprindo uma programação evolutiva. Afinal, é necessário que tenhamos uma posição mais firme em defesa da vida para que consigamos organizar um futuro de paz, de crescimento e de tranquilidade.
Há uma preocupação excessiva com a permanente vaidade do ego e em acumular os valores materiais em detrimento do espiritual. Numa sociedade superficial, muitos trocam a vida real, que exige uma consciência lúcida e corajosa, pela vida virtual e irreal, onde tudo é possível.
Desta forma, se tudo passou a ser possível, que se façam reais as promessas de campanha, que sejam entregues escolas e hospitais até então fantasmas, que haja respeito e valorização ao ser humano, e finalmente que se implante no coração do homem o chip da confiança e da crença em um mundo melhor. Seja qual for o esperado resultado, estejamos sempre aptos a “Confiar em DEUS”.

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

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LAÇOS ETERNOS

Noite de um domingo de carnaval, e eu em casa estou, numa magia silenciosa contemplando o passado, vivendo o presente e imaginando o futuro. Na contemplação do passado, revivi que dos laços eternos que compunham a minha vida, restou-me o meu filho, fonte inesgotável de um amor profundo que surgiu do cerne da minh’alma numa forma minúscula que eu embalei, aconcheguei, mas não imaginei que ao recebê-lo, uma nova história com personagens reais, passaria a compor a minha existência fazendo-me poderosa pela força do amor, magnânima pela generosidade que fluía do meu eu, verdadeira por sentir a representação fiel de um ser autêntico que a natureza me confiou, responsável como guardiã de um tesouro surgido das minhas entranhas e realizada como cristã, mãe e mulher.

Contemplando o presente, que poderá sempre ser o último, percebo que enquanto houver o hoje e o agora em nossas vidas, o filho ou os filhos que DEUS nos confiou devem estar à altura dos nossos propósitos, porque neles implantamos a magnitude dos nossos sentimentos com amor, seriedade, sinceridade, garra, poder e limitações.

Contemplando o que do futuro esperamos, principiamos fazendo um balanço geral das nossas ações, de como os nossos filhos as encarou, de que maneira as recebeu, que proveito delas tirou, que resultados poderão advir, e se serão eles os espelhos da imagem materna que DEUS implantou no coração e na razão de quem se fez MÃE.

No somatório das boas ações, não há lugar para culpa nem arrependimento. É perfeitamente admissível, que o “que é bom já nasce feito”, porém, lapidá-lo, torna-o bem melhor.

Se prepararmos os nossos filhos para uma vida condigna e vitoriosa, as gerações que deles sobrevierem, também o serão e desta maneira, formar-se-á um mundo cada vez melhor e o que antes considerávamos uma utopia, passará a ser verdadeiro, porque nós, com a força Divina somos os únicos seres capazes de preservar, transformar e melhorar o que a natureza nos entrega eternizando os laços que nos foram confiados em nome da paz, da segurança e do amor eterno.

Que a vitória seja a prova dos nove das ações que nos foram confiadas!

 

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

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Meu eterno Carnaval

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Carnaval na década de 60 – Centro de Maceió.

Sou alagoana, Penedense, e nessa cidade histórica fui criada pelos meus pais até completar três anos e meio de idade. De lá, viemos para Maceió e durante catorze anos residi num segundo andar de um prédio onde só nós morávamos, dividindo um primeiro andar com duas salas comerciais, ocupadas por uma oficina de máquinas de escrever e um escritório da Vulcan.

Nosso apartamento foi edificado em pleno centro de Maceió, no coração da Rua do Comércio, com dois janelões que apresentavam uma visão extensa da rua, onde, de camarote, assistíamos aos mais importantes eventos anuais do Estado e do País.

Por mais que o tempo passe, jamais esquecerei o brilhantismo dos carnavais que acompanharam a minha infância e parte da adolescência; assistíamos do nosso janelão, a passagem do corso com jeeps repletos de alegres foliões que de pé, soltavam confetes, serpentinas, cantavam ao som da orquestra de frevo, apresentavam com orgulho o Rei Momo, a Rainha e as Princesas do carnaval vestidos a caráter, ostentando cedro, coroa e roupas que tinham o brilho das constelações.

Existia naquela época, a presença do verdadeiro espírito carnavalesco, começando pela administração da cidade, que não media esforços para mostrar que um grande carnaval se faz com ruas enriquecidas de alegorias, palanques armados, bailarinos, pierrôs e colombinas exibidos nos postes ricamente iluminados.

Na Rua do Comércio, no percurso compreendido entre o extinto Cine São Luiz e Praça dos Martírios, os músicos que se concentravam em frente ao Café Central ou Ponto Certo, desciam do palanque e juntavam-se à multidão puxando os foliões com as tradicionais marchinhas carnavalescas que todos acompanhavam dançando e pulando com incansável disposição, alegria e despreocupação. Não existia violência porque as pessoas se respeitavam e os únicos inconvenientes que encontrávamos eram os insistentes bebuns.

Ao som do “Vassourinha”, chegávamos ao final do percurso e nos concentrávamos na Praça Floriano Peixoto, em frente ao antigo Palácio do Governo.

Jogando confetes, serpentinas e lança perfume nos foliões, dávamos sentido ao carnaval; ninguém se drogava para se sentir feliz, para disfarçar tristezas, dissabores ou no intuito de praticar o mal. Quando um crime acontecia era sempre fruto de uma briga ou de acirrada discussão.

Nos tradicionais clubes da cidade as orquestras animavam os salões nas matinês para a garotada e soirées para os adultos sempre fantasiados de acordo com as suas férteis imaginações.

Que euforia sentíamos com a vinda dos blocos! Eles davam sentido à festa e revelavam o eu oculto de cada personagem que se travestia de diversas formas, sob o escudo da época momesca.

Esta sensação de saudade, revela a nostalgia que sinto quando descubro que o carnaval perdeu a sua originalidade, especialmente no que tange ao ritmo do Frevo com marchinhas fantásticas compostas por excelentes músicos, dando lugar ao axé, ao rock e a tantos outros que se mesclaram no carnaval, falsificando a sua identidade.

Neste imenso Brasil resta-nos o Estado de Pernambuco, que no Recife mantém a tradição, especialmente em Olinda que faz do carnaval uma obra prima com princípio, meio e que jamais terá fim. Que assim seja!

Carnaval em Olinda

Carnaval em Olinda

Vale a pena eternizá-lo!

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

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POLÍCIA VAI DESIGNAR DELEGADO PARA INVESTIGAR AGRESSÕES CONTRA JOVEM

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A matéria publicada pela Gazetaweb.com mostra em primeira mão a ação covarde, e violenta praticada por quatro homens contra uma mulher totalmente indefesa, na presença de pessoas que ao invés de defendê-la, incentivaram a ação, enquanto outros bem próximos da vítima, conversavam pelo celular totalmente indiferentes ao momento da ocorrência.

A agressão começou com um jovem aplicando uma chinelada na mão da vítima, e, ato contínuo, outros elementos deram sequência ao espancamento, até jogá-la ao chão pisoteando-a com furor. Tudo indica que os algozes seriam traficantes e uma dívida teria sido a razão do espancamento.

A lamentável cena, fotografada, filmada, exibida e divulgada na mídia, mostra que nos palcos da existência, a vida imita a arte, assim como a arte imita a vida.

Para o espectador, a diferença verificada nos dois cenários consiste no “reality show” e não em personagens de um enredo ficcional. A realidade vem à tona, quando os gestos deflagram a perversidade contida no ser humano que com extrema covardia revela o lado negro da sua alma, a sordidez do seu espírito, a barbárie coletiva que os faz sentir os donos da situação, fazendo explícita exibição da falta de civilidade, respeito, caráter e de amor ao próximo.

Pobres criaturas! São verdadeiramente dignas de pena, tão cheias de ódio, subservientes da força maligna, esta mesma força que os induz ao crime, para então sentir-se vitoriosa do resultado obtido.

A justiça será feita. Não será difícil chegar a eles. O colega delegado que ao inquérito policial presidir, saberá conduzi-lo com sabedoria e imparcialidade

Maceió/AL, 03/02/2016

 

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

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Violência Assustadora

Andar nas ruas, estacionar o carro, dirigir-se a um estabelecimento comercial, esperar o coletivo num ponto de ônibus, entrar numa clínica ou laboratório, sentar-se à mesa de um bar, identificar-se como policial onde quer que seja, eis algumas situações dentre tantas milhares e milhares, que vivenciamos no dia a dia, e que nos coloca em estado de alerta, como se estivéssemos constantemente à beira de um abismo; Acabei de saber que numa tentativa de assalto ocorrida no povoado Chã do Pilar, em Pilar/AL, um militar foi alvejado com quatro tiros por três elementos que tentaram levar o seu veículo tendo o policial reagido à abordagem.

Um crime cruel aconteceu no dia 1º de fevereiro do corrente ano na cidade de Arapiraca, quando um jovem invadiu a casa de sua ex-mulher e após uma discussão, efetuou contra ela vários disparos de arma de fogo, matando-a após persegui-la.

No centro de Maceió, três homicídios aconteceram deixando os transeuntes em pânico.

Bandidos assaltaram coletivo que fazia o percurso Benedito Bentes-Colina, e após anunciarem o assalto portando arma de fogo, levaram bolsas e aparelhos celulares das vítimas.

Empresário é esfaqueado por suposto flanelinha em Arapiraca.

Apesar das constantes divulgações que primaziam a assustadora violência, uma notícia chamou-me a atenção e ao mesmo tempo deixou-me esperançosa, feliz por saber que Maceió teve uma considerável redução da violência atingindo a marca de 46,2% e os índices de redução no Estado ficaram em 26%, a maior redução ocorrida nos últimos quinze anos. O importante é observar que desde o ano de 2000, o número de homicídios na capital alagoana apresentou um baixo índice, especialmente no mês de janeiro, e no Estado no mesmo período, desde o ano de 2009.

A integração das forças policiais nas ruas, iniciativa marcante da atual gestão da segurança Pública, com total e irrestrito apoio do governo, tem inibido a ação criminosa dos meliantes que por muito tempo encontraram o caminho livre, as portas abertas, o instinto como dogma, o inimigo como alvo, e a perversidade cultivada na promiscuidade destacada na prática dos maus costumes e da imoralidade.

Parabéns Dr. José Alfredo, temos a certeza de que até o final da sua honrosa gestão, nós, alagoanos, respiraremos o oxigênio da paz, da tranquilidade, circularemos nas ruas sem temor e os abismos antes existentes se transformarão em bucólico e merecido sossego.

Liana Franca – Delegada de Polícia Civil

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