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POLÍCIA VAI DESIGNAR DELEGADO PARA INVESTIGAR AGRESSÕES CONTRA JOVEM

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A matéria publicada pela Gazetaweb.com mostra em primeira mão a ação covarde, e violenta praticada por quatro homens contra uma mulher totalmente indefesa, na presença de pessoas que ao invés de defendê-la, incentivaram a ação, enquanto outros bem próximos da vítima, conversavam pelo celular totalmente indiferentes ao momento da ocorrência.

A agressão começou com um jovem aplicando uma chinelada na mão da vítima, e, ato contínuo, outros elementos deram sequência ao espancamento, até jogá-la ao chão pisoteando-a com furor. Tudo indica que os algozes seriam traficantes e uma dívida teria sido a razão do espancamento.

A lamentável cena, fotografada, filmada, exibida e divulgada na mídia, mostra que nos palcos da existência, a vida imita a arte, assim como a arte imita a vida.

Para o espectador, a diferença verificada nos dois cenários consiste no “reality show” e não em personagens de um enredo ficcional. A realidade vem à tona, quando os gestos deflagram a perversidade contida no ser humano que com extrema covardia revela o lado negro da sua alma, a sordidez do seu espírito, a barbárie coletiva que os faz sentir os donos da situação, fazendo explícita exibição da falta de civilidade, respeito, caráter e de amor ao próximo.

Pobres criaturas! São verdadeiramente dignas de pena, tão cheias de ódio, subservientes da força maligna, esta mesma força que os induz ao crime, para então sentir-se vitoriosa do resultado obtido.

A justiça será feita. Não será difícil chegar a eles. O colega delegado que ao inquérito policial presidir, saberá conduzi-lo com sabedoria e imparcialidade

Maceió/AL, 03/02/2016

 

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

[ESPAÇO DISPONÍVEL PARA ANÚNCIO]

Contato: lianaramon@uol.com.br

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Violência Assustadora

Andar nas ruas, estacionar o carro, dirigir-se a um estabelecimento comercial, esperar o coletivo num ponto de ônibus, entrar numa clínica ou laboratório, sentar-se à mesa de um bar, identificar-se como policial onde quer que seja, eis algumas situações dentre tantas milhares e milhares, que vivenciamos no dia a dia, e que nos coloca em estado de alerta, como se estivéssemos constantemente à beira de um abismo; Acabei de saber que numa tentativa de assalto ocorrida no povoado Chã do Pilar, em Pilar/AL, um militar foi alvejado com quatro tiros por três elementos que tentaram levar o seu veículo tendo o policial reagido à abordagem.

Um crime cruel aconteceu no dia 1º de fevereiro do corrente ano na cidade de Arapiraca, quando um jovem invadiu a casa de sua ex-mulher e após uma discussão, efetuou contra ela vários disparos de arma de fogo, matando-a após persegui-la.

No centro de Maceió, três homicídios aconteceram deixando os transeuntes em pânico.

Bandidos assaltaram coletivo que fazia o percurso Benedito Bentes-Colina, e após anunciarem o assalto portando arma de fogo, levaram bolsas e aparelhos celulares das vítimas.

Empresário é esfaqueado por suposto flanelinha em Arapiraca.

Apesar das constantes divulgações que primaziam a assustadora violência, uma notícia chamou-me a atenção e ao mesmo tempo deixou-me esperançosa, feliz por saber que Maceió teve uma considerável redução da violência atingindo a marca de 46,2% e os índices de redução no Estado ficaram em 26%, a maior redução ocorrida nos últimos quinze anos. O importante é observar que desde o ano de 2000, o número de homicídios na capital alagoana apresentou um baixo índice, especialmente no mês de janeiro, e no Estado no mesmo período, desde o ano de 2009.

A integração das forças policiais nas ruas, iniciativa marcante da atual gestão da segurança Pública, com total e irrestrito apoio do governo, tem inibido a ação criminosa dos meliantes que por muito tempo encontraram o caminho livre, as portas abertas, o instinto como dogma, o inimigo como alvo, e a perversidade cultivada na promiscuidade destacada na prática dos maus costumes e da imoralidade.

Parabéns Dr. José Alfredo, temos a certeza de que até o final da sua honrosa gestão, nós, alagoanos, respiraremos o oxigênio da paz, da tranquilidade, circularemos nas ruas sem temor e os abismos antes existentes se transformarão em bucólico e merecido sossego.

Liana Franca – Delegada de Polícia Civil

Estupro a Vulnerável

A mídia divulgou na semana que passou uma matéria escabrosa envolvendo um não menos escabroso indivíduo que pela sua condição de padrasto, estuprou a enteada de apenas três anos de idade, na cidade de Arapiraca.

Conforme foi divulgado, a mãe da menor havia saído e, ao chegar em casa, encontrou a filha sozinha, sangrando e por isso foi conduzida para o Hospital.
A mãe da criança acionou a polícia e os policiais que saíram à cata do estuprador, logo conseguiram localizá-lo.
O que a sorte reserva para esse criminoso? – Afinal, ele cometeu um crime hediondo, previsto no Art. 1º, inciso VI da Lei Nº 8.072 de 25 de julho de 1990, que não admite fiança, cuja investigação deverá ser encarada de forma gélida, exatamente proporcional à sua gravidade.
O que conduz alguém que se acha na condição de humano, a praticar covardemente um crime assaz revoltante contra uma criança totalmente inocente, indefesa, um anjo entregue à monstruosidade atroz de um indivíduo que por infelicidade foi o escolhido pela companheira e mãe da menor que, não se sabe como nem porque, admitiu abrigá-lo dentro do seu lar, confiando-o como guardião de sua filha?
Não me sinto com direito de julgar as razões dessa mãe que agora, certamente, despertou para o equívoco de um relacionamento que por pouco não custou a vida de sua filha e que indiscutivelmente destruiu parte da sua própria vida.
A pena para quem pratica estupro contra vulnerável, é de 8 (oito) a 15 (quinze) anos de reclusão. O tempo da pena se acaba e, a criança, o que será dessa criatura quando começar a entender o que lhe reservou a existência desde os primórdios da infância? – Que explicação dará a sua genitora quando, por inconsequente confiança entregou a filha aos cuidados de um bandido que foi capaz de causar sem dó nem piedade, um dano irreparável que poderá refletir na formação e no futuro da menor, especialmente se não houver um salutar acompanhamento familiar e psicológico?
O fato é revoltante, mas é necessário que as mulheres despertem para o perigo de acomodar às suas vidas, pessoas inescrupulosas que colocam em risco a sua segurança e dos seus familiares, tudo por uma convivência desgastante, perigosa, desrespeitosa e sem o alicerce que representa o sustentáculo de qualquer relacionamento: O AMOR.
Não extraiam da sarjeta o remédio para a cura da solidão, pois os efeitos colaterais poderão deixar sequelas para sempre irreversíveis.

Liana Franca,

Delegada de Polícia Civil do Estado de Alagoas.

A Escalada da Violência

O que fazer por uma Alagoas mais segura? O que há em torno das intenções de se construir uma Alagoas de paz, de tranquilidade, de felicidade, de propostas utópicas se estamos diante de um fracassado projeto que por mais que se avolumem heróicas ações, as mortes acontecem, as famílias se destroçam e as lágrimas aparecem. Alguém já parou para observar como se comportam os amigos e os familiares das pessoas que são estupidamente assassinadas? Pois bem, por trás da dor da perda, há sempre um grito por JUSTIÇA e a esperançosa confiança de que essa “justiça será feita”. Nessa busca, comunidades se reúnem, manifestações públicas com faixas, cartazes e gritos saem nas ruas e os responsáveis, sem pressa ou com o mínimo de apoio, vão tomando posições em câmera lenta, cedendo espaço ao crime e aos criminosos.

O ano de 2013 registrou nos seus quatro primeiros meses, 613 (seiscentos e treze) homicídios na capital alagoana e essa vergonhosa realidade cai nos tentáculos da mídia que não poupa esforços em divulgar com inusitado prazer a nível mundial, o lado sanguinolento do nosso Estado que tanta coisa bonita tem para ser divulgado, conhecido e apreciado, situação que frequentemente nos coloca como sempre, no patamar do Estado mais violento do Brasil.
A escalada da violência está inserida nas diversas formas ameaçadoras da vida; os infratores se uniram e encontraram nas drogas um amparo para justificar a gravidade dos seus atos, considerando que, muitos praticam crimes premeditando a ação criminosa, colocando-a em execução, especialmente pela ação alucinógena que encoraja covardemente os exterminadores da existência.
Considerar que as drogas são a razão de tudo, não expressa exatamente a verdade, elas são o resultado de uma infância infeliz, de um lar despedaçado, promíscuo, de influências maléficas, do desemprego que conduz à miséria, de uma série de fatores aliados ao desinteresse estatal que não enxerga essa comunidade como parte integrante de um povo necessitado que clama por um alicerce que os leve à salvação.
Vamos esperar, vale a pena!
Liana Franca,
Delegada da Polícia Civil do Estado de Alagoas.

Corpos que Boiam

Lagoa Mundaú, águas que correm num incessante vai e vem, crustáceos que salvam a fome que consome, pessoas que passam numa indescritível miscigenação de idéias e ideais interrompidos pela orgia da fumaça e das pedras que apesar de brancas, enegrecem a alma, a mente e o coração de quem as usa e que nelas se escravizam, presos num pelourinho que acorrenta, enlouquece, enfraquece, falece e entristece sentimentos que mesmo promíscuos, caem em torrentes de lágrimas que assustam quem as verte e despertam para a realidade da construção inacabada do ser humano nascido sem propósito, criado sem limites e tombado sem religião. Foi um corpo que tombou ou foi tombado pelas vicissitudes da vida, que eu vi boiar nas águas mansas do Mundaú, que me fizeram ver no que a construção humana feita à semelhança de DEUS pode em NADA se transformar, tendo uma única e cruel realidade: a ordem dos fatores é diretamente proporcional à criação que o levou à sorte, ao resultado que o levou à morte. O RECOMEÇO que está sendo idealizado pelos governos estaduais quanto ao tratamento em prol da libertação dos drogados, posto em prática e amplamente divulgado pela mídia, poderá pouco a pouco apresentar resultados positivos, porém, não será fácil, especialmente com relação ao descontrole mental corrompido pela dominação do vício que agita o paciente, deixando-o em estágio de total domínio e de comprovada loucura. Esperamos que esse seja, a princípio, o começo para a salvação de uma humanidade jovem, destroçada e desencaminhada pela sociedade como um todo.
Liana Franca,

Delegada de Polícia Civil do Estado de Alagoas.

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