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O que não se previu

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Unilife – O plano de saúde da sua vida

Carlos Eduardo – Corretor de Vendas: 82 8822-4008 (WhatsApp)

Por mais que as leis protejam e garantam o que antes era tabu, e que hoje desvirtuam os padrões morais e religiosos, resultado do avanço cultural preciso ou retardado de uma determinada sociedade, as consequências advindas da pseudo modernidade, fazem fluir um preconceito disfarçado, que por consequência e direito, chegam aos Tribunais, a princípio através de liminares, com vitória garantida, expressando o poder da Lei e a sua obrigatória eficácia e obediência.

Um artigo publicado em respeitável jornal de circulação do Estado, trouxe a seguinte manchete: “PM deve ter a primeira transexual nos quadros” – “Candidata já se apresentou com advogado para garantir direitos”. O que se pode discutir? É óbvio que em outros tempos, nem tão longínquo assim, as discussões que existiam em torno da homossexualidade eram tão acaloradas que foram pouco a pouco perdendo a solidez. Como qualquer fato que se torne costumeiro, este transformou-se em lei que garantiu uma opção pessoal sem implicar em dano à sociedade como um todo. É evidente que a sociedade ficou cada vez mais tendente a aceitar as diferentes inclinações sexuais sob a alegação de se tratar realmente de uma predileção que teria de ser reconhecida como válida, preservando assim os direitos das pessoas envolvidas, a exemplo de qualquer união entre duas pessoas. São questões civis legisladas por homens, definidas pelos legisladores e obedecidas pelos cidadãos.

Ao Comando da Polícia Militar de Alagoas caberá uma análise ponderada de uma circunstância novíssima, surreal, jamais prevista pelos elaboradores da lei, os quais, em sã consciência, não imaginaram que a legalização da homossexualidade com garantias de cidadãos comuns, originaria uma situação que poderá desencadear constrangimentos e aborrecimentos, a partir do momento em que um dos componentes da tropa defende a sua condição de pessoa do sexo feminino e que por esta razão, em serviço, deverá vestir farda feminina, saia ao invés de calça, ocupar os alojamentos e banheiros das policiais, e ser tratada como mulher em qualquer ocasião. Simples assim.

Pergunta-se: O que as policiais casadas e os seus maridos devem estar pensando quanto à permanência de um homem dentro de qualquer alojamento feminino? Na verdade, por ser uma transexual assumida, não deixa de ser homem. E quanto aos banheiros, que providências serão tomadas?

A briosa Polícia Militar de Alagoas ficará totalmente vulnerável às injustas críticas e reclamações a que não deu causa, desde o momento em que passar a cumprir com as determinações advindas da justiça, que na minha modesta opinião, reescreverá o que se tem direito por direito, mesmo entendendo que por força das circunstâncias, poderá aplicar necessariamente sutil e inteligente espaço para restrições, se possível for.

Que tudo dê certo, em nome da ética, da paz e do bom senso!


Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

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Um Barqueiro Solitário

Mariana, 05 de novembro de 2015. O mundo assistiu com perplexidade ao maior desastre ambiental de todos os tempos, ocorrido em terras brasileiras que ficaram totalmente devastadas, transformando em lama o que se construiu com concreto, com luta, com esperança, com vida… com amor!
Amparada pelo sustento que a natureza gratuitamente doa à população, o Rio Doce, caudaloso e de águas cristalinas, entregou ao pescador recursos naturais indispensáveis aos seres vivos, além de sua grande importância cultural, social, econômica e histórica. A psicultura é uma das atividades econômicas propiciadas pelos rios e um dos fatores fundamentais para a atividade pesqueira, é a qualidade das águas, que necessita estar em condição adequada para a manutenção da vida saudável dos peixes e em equilíbrio dinâmico com o ecossistema.
A flora e a fauna, inclusive a espécie humana, consomem águas de rios que necessitam de qualidade para os seus diversos usos. “O direito humano à água é indispensável para conduzir a vida humana com dignidade”.
Assistindo a uma reportagem exibida em um dos canais de televisão, vi emocionada um barqueiro-pescador recolhendo uma de suas redes jogada no rio, e dentro dela peixes lamentavelmente mortos. A única água cristalina que contrastava com a água lamacenta do rio, foi a que caiu dos olhos do pescador que na profundeza de sua alma não conseguiu imaginar como deverá proceder para se manter e à sua família com a dignidade que a natureza lhe doou, franqueando nas águas do rio o sustento sem favor, a esperança, pelo resultado, a construção, pela força do espírito e a vitória, pela força do amor.
Se de alguma forma, o ser humano cresce na proporção que o sofrimento lhe impõe, o Barqueiro Solitário voltará à vida acreditando que a fé no Supremo Criador devolverá às lágrimas o translúcido fulgor que as águas do rio a elas se misturavam.

Liana Franca – Delegada de Polícia Civil

A Estatística da Morte

Que sentido tem a vida quando se encontra na morte uma razão para viver? Sabermos que atingimos o Ranking do terceiro estado mais violento do mundo dá-nos um desconforto e uma acentuada sensação de culpa por não podermos modificar esta triste realidade, ainda porque, nós, genuinamente alagoanos, somos discriminados e julgados pela sociedade que acompanha na mídia o funesto desenrolar da violência no Estado de Alagoas.

Será que todo aquele que mata, o faz por ódio? Certamente que não! E os que são pagos para matar, qual o verdadeiro perfil dessas almas peçonhentas que se aglomeram tal qual um covil prontas para derramarem o sangue da desventura, sem saber que no valor cobrado haverá o retorno na exata medida das ações a serem pagas no Tribunal da Existência? – Zíbia Gasparetto em uma de suas famosas frases assim se pronunciou: “A Justiça de Deus é tão divina que ensina a cada um de acordo com os seus atos”.

Trago sempre na mente um atroz questionamento: Por quem procuram os personagens dos violentos jogos de vídeo game, quando, em tresloucada corrida portando armas de grosso calibre, matam desordenadamente, transeuntes, motoristas, policiais, arrancam pessoas de dentro dos carros e deixam à mostra todo o sangue derramado, nele pisando como se fora poças d’água que se evaporam com o tempo?

A mocidade que deveria cumprir o ciclo da vida está se acabando sem entender por que. O brinquedo preferido da juventude é a arma que simulam carregar nos jogos de vídeo games e nos jogos on line, onde freneticamente partem contra os seus semelhantes, exterminando-lhes a vida com espantosa naturalidade.

A morte como lazer, inspira a desvalorização da vida com a mesma magnitude das fábulas infantis que exibem personagens alados incutindo na cabeça da criança a doce e perigosa magia de voar.

Não pretendo neste artigo rebelar-me contra o prazer que mistifica a formação moral e espiritual dos indivíduos ainda despreparados para a vida, porém, nada impede que os pais ou responsáveis pelos seus filhos ou por quem esteja sob os seus cuidados, passem a observar e analisar o artefato bélico que a mocidade tão bem maneja, para que o tiro fatalmente não se disponha a sair pela culatra.

As inúmeras razões que explicam, mas não justificam o emprego da violência, estas, nem sempre são criadas dentro dos próprios lares; Há a incidência do desconhecimento cultural, do desamor e do desrespeito, da revoltante e inacabada pobreza, do desemprego que por vezes gera a humilhação, das inúmeras formas de preconceito, das desigualdades sociais, da não formação cristã, do vício das drogas, da desordem governamental, dos conflitos familiares e da inexistência de uma política de prevenção ao crime.

Tudo isto tem feito do ser humano, prisioneiro de si mesmo, pois a liberdade a que temos direito está confinada nas grades que envolvem os nossos lares e estabelecimentos comerciais, tentativa desesperadora de buscar a efêmera felicidade em nome da paz e da tranquilidade.

Há um longo caminho para uma possível mudança, acreditarmos que um dia teremos direito à liberdade de ir e vir sem medo, pode ser uma utopia, porém se deixarmos de ser meros espectadores daremos o primeiro passo para uma estatística condigna no Ranking da vida.

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

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Quando um amigo se vai…

As duas faces da Existência, nos dão a vida e nos leva à morte. Por mais que saibamos que a morte é a razão final de tudo, a dor que nos consome a alma quando perdemos um ente querido, é indescritível e inenarrável.

Não há palavras que preencham a dor quando chegamos à certeza da história que nos conduz ao último capítulo. O corpo inerte que um dia teve luz, viço, força, vida, nada mais é do que uma matéria morta que pouco a pouco, em nada irá se transformar tal qual uma exuberante metrópole arrastada pela enchente ou desfeita pela explosão.

De que tamanho fica o carinho, a ternura e o amor que sentimos por alguém que já se foi? Os alicerces espirituais que sustentam a firmeza e sutileza dos mais puros sentimentos, não se esvaem com a força das águas ou com o calor do fogo, mesmo porque a sublimação do amor se origina do eterno e onipotente DEUS.

Quando um amigo se vai, leva um pouco de tudo, um pouco de nós, das alegrias e tristezas compartilhadas em comum, das satisfações e insatisfações, das longas conversas, dos conselhos, dos planos para o porvir, das confidências acolhidas com respeito e consideração, e ainda leva a responsabilidade de ter-se deixado amar.

O amigo que fica sente-se momentaneamente perdido no plano da existência; Olhando o corpo imóvel que tanto para nós significou, descobrimo-nos como se conhecêssemos a morte pela primeira vez; Ao contemplá-la, a lágrima que não corre implode no curto-circuito da alma que entorpece o cérebro, desacelera o coração e nos coloca no exato tamanho da nossa compreendida incompreensão.

No precioso rol dos escolhidos amigos, todo aquele que se vai reduzindo a nossa cota, implanta no saudoso coração uma incontida e doce saudade que se nos fosse possível materializá-la, transformá-la-íamos em magníficos campos de orquidários.

Amigo Lyra, estas palavras são para você que tão recentemente nos deixou e que certamente no calendário Divino, cumpriu condignamente o ciclo existencial que o Grande Mestre lhe outorgou. Ao romperem-se os laços, a morte da matéria permite ao espírito recuperar a sua liberdade e sua identidade, conservada pelo perispírito, seu corpo etéreo. A eternidade, preclaro amigo, permitirá que se dê continuidade às suas ações que no plano físico formaram um marco que definiram o seu caráter e a legitimidade das suas obras.

Que DEUS e os anjos do Senhor lhe tenham recebido com merecidas honrarias e que do outro lado da vida você encontre nos angelicais acordes, toda a essência e alegria dos harmoniosos ritmos carnavalescos que tanto bem lhe fizeram.

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

E vem chegando o CARNAVAL…

Se nada na vida é para sempre, o que dizer do Carnaval? A História do carnaval relata que a melhor festa de todos os tempos chegou ao Brasil por volta do século XVII por influência das festas carnavalescas que aconteciam na Europa, onde lá também se originou o pierrô, a colombina e o Rei Momo, os quais foram incorporados ao carnaval brasileiro. Na Itália e França, o carnaval acontecia em desfiles urbanos e os foliões usavam máscaras e fantasias.

No Brasil, no final do século XIX, surgiram os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os maravilhosos “corsos” que se popularizaram no início do século XX, uma das grandes atrações do carnaval, em que as pessoas se fantasiavam, enfeitavam os seus carros e em grupo desfilavam pelas ruas da cidade, terminando o desfile com a apresentação do Rei Momo e da Rainha, ambos vestidos a caráter, ostentando a coroa e o cetro.
Reportando-me à pergunta no início deste artigo, respondo com firmeza que o tempo, por circunstâncias sejam elas quais forem, poderá por fim ao carnaval, porém, para mim que tive a sorte de vivenciá-lo e dele participar ativamente sem temor ou restrições, soltando-me nas ruas do centro de Maceió com a fantasia que podia comprar, e tendo nas mãos, confetes, serpentinas, lança-perfume da Rhodia e uma alegria incontida refletida no meu entusiasmo, o carnaval morrerá comigo, ou seja, com a doce lembrança das folias de outrora, cuja pureza e simplicidade acompanharam o perfil da minha infância e parte da minha adolescência.
Nos dias que antecediam ao carnaval, as ruas ficavam enfeitadas, em cada poste havia uma alegoria com personagens pintados em folhas de compensado e as gambiarras se estendiam em cada ponto da cidade. Os camelôs armavam as suas barracas e alegremente vendiam nos pontos estratégicos, fantasias, máscaras, bijuterias, confetes, serpentinas, bananas plásticas para quem não podia comprar lança-perfume, plumas, paetês e tantas outras coisas.
E as marchinhas do carnaval que faziam parte da tradição carnavalesca do Brasil tinham poesia, letra e melodia. Nas ruas, nos clubes, nos bares, as marchinhas contagiavam os foliões que instintivamente levantavam os braços e em uníssono, cantavam com emoção e dançavam com animação.
O tempo passou e o carnaval foi se depauperando, enfraquecendo-se com a ausência da autenticidade. Houve uma grotesca substituição no estilo musical, a originalidade momesca foi inoculada pelo Axé music que a cada dia se fortalecia fundando um novo mercado musical e os novos ritmos introduzidos no mercado, encontraram um público diversificado que a partir da década de 1960, permitiu a proliferação dos blocos-afro e a cada década novos ritmos foram surgindo, contagiando uma geração que acreditava que o verdadeiro carnaval se originou na Bahia, do Olodum ao pop rock.
Apesar de todas as transformações, as cidades do Rio de Janeiro, Recife e Olinda, mantêm o tradicional carnaval, atraindo a cada ano multidões de diferentes partes do mundo.
Que venha o carnaval! Que venha em paz, que a violência não seja parte integrante da folia, mesmo porque, se não nos é concedida a plenitude da felicidade, que tenhamos ao menos, a sabedoria de resguardar os momentos felizes.
Liana Franca
Delegada de Polícia Civil

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As Mutações humanas

Não pretendo escrever sobre as transformações físicas pelas quais passam o ser humano a exemplo de algumas ficções novelescas e de determinadas obras literárias.
Interessa-nos mostrar as frequentes mutações espirituais e comportamentais da humanidade que, contrariando o processo desenvolvimentista da personalidade, aniquila o seu caráter por fragmentos que favorecem aos seus almejados interesses.
A carruagem que passa através das estradas desfilando a ostentação do poder permite-nos enxergar a beleza que encanta os nossos olhos e nos faz sorrir seguindo a orientação do imaginário que por dedução, aprova sem saber e constrói sem alcançar que no esplendor do prestígio há por vezes almas que se destruíram para construírem o mágico esplendor da aparência.
A felicidade não se expressa na mentira construída, pois não existe satisfação plena quando, para obtê-la, tomou-se o lugar de alguém que assim o teve por direito, pagou-se pelo extermínio do físico ou da alma, recusou-se a mão que lhe foi estendida, remunerou-se a calúnia e ao falso testemunho, disse não a quem mais precisava e foi capaz de se unir ao opositor por senti-lo na exata dimensão do seu ambicioso interesse.
No mundo da política encontramos corruptíveis mutantes que se abraçam e se aceitam pela identidade de caráter, e dessa união reconhecem-se pela proeza de ludibriar com acenos, beijos, amplexos e sorrisos àqueles que os conduzem ao pretendido poder, sem olvidar os que se fazem pela força, pela opressão e pelo cabresto. São seres que se disfarçam no período eleitoreiro e fazem das promessas e dos sorrisos angelicais instrumentos de convencimento aos indivíduos de boa fé os quais, carentes de recursos, afeto e respeito, deixam-se enganar acreditando nos juramentos de campanha.
Findas as eleições, as máscaras caem e os mutantes readquirem a sua forma habitual sagrando-se derrotados ou vencedores.
Qual o verdadeiro sentido da vitória edificada no cruel subterfúgio das palavras enganadoras? Reportando-me à carruagem que desfila a ostentação do poder, faço a seguinte pergunta: Onde está a aparente beleza a que fizemos referência, se para ostentá-la foi preciso enganar, ferir e macular a confiança e o respeito de um povo que de tanto esperar por melhores dias, não se apercebeu que durante um longo tempo serviu de massa de manobra aos interesses de outrem?
O homem traz em sua essência a magnitude da alma, presente de DEUS na sua construção; Preservá-la e respeitá-la em qualquer circunstância da vida, é trazer à existência o ideal de felicidade a que tanto almejamos, porque não há nada que nos dê mais prazer do que a paz interior, esta paz edificada sem culpa, sem vaidade, sem preconceito, exatamente dentro dos preceitos morais e religiosos que não se formam onde não existe respeito e amor ao próximo.
Para que estejamos na amplitude da felicidade, consagremos ao nosso EU um ideal de AMOR abrangente e desinteressado.

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil.

Reconstruir-se no Ano que vem.

Na vida terrena, tudo tem princípio, meio e fim. O que mais nos prende à satisfação existencial é acreditarmos que somos capazes de transformar gotículas de esperanças em grandes realizações. O nosso Ego funciona como um imenso baú organizado em caixas de tamanhos diversos, subdivididas em acontecimentos do contemporâneo, onde cada uma abriga a sorte, a alegria, a tristeza, a saudade, as decepções, as emoções, a mentira, a verdade, a crença, a descrença, o amor, o ódio, a ternura, a bondade, a maldade, a ignorância, o saber, a inveja, o ressentimento, a disposição, a preguiça, a traição, a hipocrisia, a lealdade, a sinceridade, o interesse, a ganância, a virtude, o medo, a coragem, o querer e o não querer, o ter e o não ter, o ser e o não ser.

São incontáveis os fatos ligados à existência e não há como enumerá-los. Cada partícula encravada nas dependências desse grande baú exterioriza uma história em cuja narrativa há a verdadeira construção da alma humana; São células que não se degeneram com o passar do tempo, pois o próprio tempo as contempla na reconstrução mental pela transformação que conduz ao bem ou pela mistificação à prática do mal.

Toda esta exposição do EU se faz pupilo na Escola da FÉ. Há e sempre haverá em cada ser humano a busca da salvação em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Os trezentos e sessenta e cinco dias do ano são portadores de acontecimentos que despertam a renovação de esperança por melhores dias, porém, tal qual numa peça teatral, existe uma repetida preparação onde todos se dão as mãos e se abraçam com votos de um Feliz Natal e de venturoso Ano Novo.

Gostaria de saber por onde andam os abraços nos meses que antecedem as Festas Natalinas!

Independentemente das intenções, tem bastante valia o que eu penso o que eu sinto o que eu quero. Reconstruir-me no Ano que vem faz parte da minha meta pelo crescimento físico, moral e espiritual. Afinal, é isso que todos idealizam e almejam. Faz muito bem renovar-se a cada Ano buscando em DEUS o alicerce do desejo e a razão de ser feliz seguindo a trajetória incansável do querer ser até o dia de nos juntarmos a ELE.

Que DEUS siga nos abençoando e nos fortalecendo concedendo-nos a dádiva do riso, da alegria, da saúde e do amor que é forte o suficiente para destruir as trincheiras do inimigo em nome da paz e da tranquilidade.

FELIZ 2014!

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

A Imortalidade da Música

Lembro-me que quando criança na companhia dos meus pais, ouvíamos na velha e querida radiola também chamada eletrola os mais variados ritmos musicais, todos na mais perfeita ordem quanto à composição, letra, melodia, compasso e nas mensagens que expressavam a essência da vida com a mesma sutileza expressa no cântico dos Rouxinóis.

Era uma época em que a música transmitia uma esplendorosa emoção e eu que sempre amei a poesia sentia-me no apogeu do ingênuo prazer, sempre acompanhada pela minha boneca que ganhei dos meus pais de nome Shirley, a quem tanto me apeguei como se fora uma irmãzinha muito querida.

Passou-se o tempo, mas as músicas não passaram, nem jamais passarão. Não consigo definir a emoção que me vai n’alma, quando por obra do acaso ou por querer escuto as melodias que marcaram a minha infância fazendo-me protagonista de um filme que a minha mente revela, colocando-me no palco da existência junto aos personagens reais da minha história.

É indefinível o meu orgulho quando penso que cresci na época em que os grandes compositores faziam música para o deleite de quem as apreciava descobrindo em cada estrofe a manifestação do amor, a chama da paixão, a descoberta da nostálgica saudade, as amargas e doces recordações e a esperança no amanhã, revelando em sua magnitude, a inspiração subjetiva dos poetas.

A magia que em mim sobrevém da música e que por vezes me faz arrepiar, leva-me a pensar que o coração bombeia os acordes melódicos que transitam pelas veias irrigando o cérebro na essência da razão e a alma na purificação dos sentimentos.

E assim, os anos passam e a música que não morre dentro da gente, eterniza-se no nosso eu renovando-se no descompasso da emoção, fazendo-nos sorrir com a repentina alegria de quem se descortina às portas do Éden ou de quem se realiza após incessante luta.

Na arte musical, não há comparação entre o ontem e o hoje. O lirismo de outrora, a vontade de eternizar e enaltecer o amor, a seriedade com que se encarava uma composição e o respeito pela obra, não cedia lugar para dúbias interpretações e os compositores eram pessoas de invejável cultura e sentimentalismo ou fartamente criativas. Felizmente, ainda somos contemplados com cantores e compositores que dignificam a música proporcionando-nos deleite e satisfação espiritual. Esses, tanto quanto os de ontem, criaram canções que se imortalizaram pela beleza e pelo significado.

Na abordagem funcional, artística e espiritual, a música é a “arte de manifestar os afetos da alma, através do som”. Nessa abordagem, a música só acontece como manifestação humana que possibilita ao compositor compartilhar suas emoções e sentimentos. Ela é de fato, uma forma de comunicação entre os homens.

É preciso acreditar que a música não tem idade, ela está sempre presente em qualquer época, onde quer que estejamos infinitamente renascendo na multiplicação das novas e futuras gerações.

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

 

 

 

 

Copa do Mundo no Brasil

  Nós, brasileiros do futebol, que em 1950 sediamos a quarta edição da Copa do Mundo com a seleção do Uruguai vitoriosa, vivemos a expectativa do torneio que acontecerá em 2014, ocasião em que estaremos unidos na mesma esperança e na mesma emoção.

Trinta e dois (32) países estão escalados para a grande competição e o Uruguai foi o último a ser escolhido.

É sempre uma honra e indescritível prazer para um país sediar uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada, especialmente quando a sua população se identifica com o esporte, veste a camisa do time e deixa transparecer que para ser um verdadeiro torcedor, não há distância nem obstáculos que o impeçam à constante busca da vitória.

A ligação do brasileiro com o futebol transcende as normas da boa conduta, os limites da emoção e da razão, alcançando um fanatismo apaixonado que não admite derrota, além de não perdoar falhas e armações premeditadas que colocam em risco a dignidade e os reconhecidos valores dos craques idolatrados considerados exímios profissionais.

Como tudo na vida passa as decepções oriundas da ganância que por vezes mesclaram o brilho, a alegria e a beleza das últimas copas mundiais, pouco a pouco vão sendo esquecidas, cedendo lugar às novas esperanças e aos planos para o futuro encontro com familiares e amigos em casa, nos clubes ou nas mesas de bar sempre em clima de festa e de euforia.

A Copa do Mundo no Brasil criou oportunidades de emprego para milhares de pessoas que estavam ociosas e ansiosas por conseguirem trabalho, e até chegar o grande dia, grande parte da população se movimentará para gerar comércio de todas as formas, seja comprando, vendendo, trocando, criando, movimentando a máquina financeira que, por consequência, trará maiores riquezas para o país.

A julgar pela qualidade técnica dos jogadores da nossa seleção reconhecida pelo critério de escolha do renomado Técnico Luiz Felipe Scolari, além do seu inatingível caráter, a vitória brasileira já se desponta no amplo espaço sideral.

Participarão dos jogos da Copa do Mundo, as seguintes seleções: Alemanha, Argentina, Argélia, Austrália, Brasil, Bélgica, Bósnia, Camarões, Chile, Colômbia, Coréia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia, Equador, Espanha, Estados Unidos, França, Gana, Grécia, Holanda, Honduras, Inglaterra, Irã, Itália, Japão, México, Nigéria, Portugal, Rússia, Suíça e Uruguai.

A Copa do Mundo será realizada no Brasil entre os dias 12 de junho e 13 de julho de 2014. As 64 partidas serão disputadas em 12 cidades do país (Belo Horizonte-MG, Brasília-DF, Cuiabá-MT, Curitiba-PR, Fortaleza-CE, Manaus-AM, Natal-RN, Porto Alegre-RS, Recife-PE, Rio de Janeiro-RJ, Salvador-BA e São Paulo-SP).

A cidade de São Paulo receberá o jogo de abertura no dia 12 de junho de 2014, enquanto Rio de Janeiro será a sede da final da 20ª Copa do Mundo da história. No dia 6 de dezembro de 2013, a FIFA irá realizar o sorteio dos grupos da Copa do Mundo na Costa do Sauípe, litoral norte da Bahia, e tabela definitiva do mundial.

Sejamos pela sexta vez os verdadeiros donos do Troféu de vencedor da Copa do Mundo de 2014!

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Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

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VENCENDO OS OBSTÁCULOS

Por sermos partes de um Universo Infinito, cada fase vivida, cada meta cumprida, cada passo pela busca incessante dos motivos e ideais que atingem a nossa vida, coloca-nos à prova na medida em que nos sentimos vitoriosos ou mesmo derrotados.

Os acontecimentos adquiridos nos primórdios da existência, fortalecidos pela ação do nosso cérebro que por sua vez se encarregou de promover meios cientificamente naturais de superação, contribuem para que possamos aprimorar as nossas vidas sem atropelos nem vicissitudes. Com o lado racional no total controle do “nosso eu”, a vida passa a fluir considerando que o dia nasce após cada noite, e o coração renasce tão logo acaba uma desilusão buscando no amor a força para continuar a viver.
Tal qual um corpo que cai e de pronto se levanta, assim se faz com o espírito revestido no poder da FÉ cuja formação religiosa conduz ao indicativo de que no alto da superação existe um poder Divino impulsionando a nossa vontade, o nosso desejo de vencer, de superar, de enfrentar e de reconhecer que não há força capaz de dominar a nossa própria força e nem há pedras sobre as quais não possamos pisá-las.
Dizer a si mesmo, eu posso, eu quero, eu consigo, eu venço, eu enfrento, faz desabrochar no nosso âmago a essência de uma felicidade que não necessita de resultado para se fazer sentir. Toda preparação otimista enriquece a alma, enobrece os sentimentos e proporciona uma vida saudável que contagia o ambiente gerando luz, alegria e paz interior.
O negativista, entretanto navega no mar da escuridão, sem se aperceber que as chagas do seu corpo envenenam o sangue e esmorecem o espírito transformando-o num premeditado suicida; não há nada que o satisfaça e o encoraje, considerando que a sua energia foi de todo consumida proporcionando-lhe uma inevitável “falência múltipla dos órgãos”.
É necessário enxergarmos a vida sem o cepticismo do amanhã que desencoraja, entristece nos mantém cabisbaixos e incapazes de sentir que ao levantarmos a cabeça encontraremos nas sete cores do arco-íris uma exuberante razão para viver.
A força que a natureza nos dá é a nossa maior fonte de inspiração e de coragem. Imaginemos que a lona de um circo sob o qual estejamos, represente o firmamento, que as luzes são as estrelas e a música que antecede a abertura do espetáculo, são as vozes angelicais a nos dizer: Aqui estamos! Descubra-se no Amor, confie na essência do seu EU, fortaleça-se na beleza, na grandeza da FÉ e nos acordes que lhe dou.
Liana Franca
Delegada de polícia Civil

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