E vem chegando o CARNAVAL…

Se nada na vida é para sempre, o que dizer do Carnaval? A História do carnaval relata que a melhor festa de todos os tempos chegou ao Brasil por volta do século XVII por influência das festas carnavalescas que aconteciam na Europa, onde lá também se originou o pierrô, a colombina e o Rei Momo, os quais foram incorporados ao carnaval brasileiro. Na Itália e França, o carnaval acontecia em desfiles urbanos e os foliões usavam máscaras e fantasias.

No Brasil, no final do século XIX, surgiram os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os maravilhosos “corsos” que se popularizaram no início do século XX, uma das grandes atrações do carnaval, em que as pessoas se fantasiavam, enfeitavam os seus carros e em grupo desfilavam pelas ruas da cidade, terminando o desfile com a apresentação do Rei Momo e da Rainha, ambos vestidos a caráter, ostentando a coroa e o cetro.
Reportando-me à pergunta no início deste artigo, respondo com firmeza que o tempo, por circunstâncias sejam elas quais forem, poderá por fim ao carnaval, porém, para mim que tive a sorte de vivenciá-lo e dele participar ativamente sem temor ou restrições, soltando-me nas ruas do centro de Maceió com a fantasia que podia comprar, e tendo nas mãos, confetes, serpentinas, lança-perfume da Rhodia e uma alegria incontida refletida no meu entusiasmo, o carnaval morrerá comigo, ou seja, com a doce lembrança das folias de outrora, cuja pureza e simplicidade acompanharam o perfil da minha infância e parte da minha adolescência.
Nos dias que antecediam ao carnaval, as ruas ficavam enfeitadas, em cada poste havia uma alegoria com personagens pintados em folhas de compensado e as gambiarras se estendiam em cada ponto da cidade. Os camelôs armavam as suas barracas e alegremente vendiam nos pontos estratégicos, fantasias, máscaras, bijuterias, confetes, serpentinas, bananas plásticas para quem não podia comprar lança-perfume, plumas, paetês e tantas outras coisas.
E as marchinhas do carnaval que faziam parte da tradição carnavalesca do Brasil tinham poesia, letra e melodia. Nas ruas, nos clubes, nos bares, as marchinhas contagiavam os foliões que instintivamente levantavam os braços e em uníssono, cantavam com emoção e dançavam com animação.
O tempo passou e o carnaval foi se depauperando, enfraquecendo-se com a ausência da autenticidade. Houve uma grotesca substituição no estilo musical, a originalidade momesca foi inoculada pelo Axé music que a cada dia se fortalecia fundando um novo mercado musical e os novos ritmos introduzidos no mercado, encontraram um público diversificado que a partir da década de 1960, permitiu a proliferação dos blocos-afro e a cada década novos ritmos foram surgindo, contagiando uma geração que acreditava que o verdadeiro carnaval se originou na Bahia, do Olodum ao pop rock.
Apesar de todas as transformações, as cidades do Rio de Janeiro, Recife e Olinda, mantêm o tradicional carnaval, atraindo a cada ano multidões de diferentes partes do mundo.
Que venha o carnaval! Que venha em paz, que a violência não seja parte integrante da folia, mesmo porque, se não nos é concedida a plenitude da felicidade, que tenhamos ao menos, a sabedoria de resguardar os momentos felizes.
Liana Franca
Delegada de Polícia Civil

Anúncios
Etiquetado , , , , , , , , , , , , , , , ,

A Força do Amor

Impressionou-me a singeleza com que o escritor e filósofo Matias Aires compôs sobre o Amor, definindo-o assim: “O amor não se pode definir; e talvez que esta seja a sua melhor definição. Sendo em nós limitado o modo de explicar, é infinito o modo de sentir”.

Comecei a pensar, o quanto é difícil discorrer com palavras o vocábulo mais simples, fascinante e belo que DEUS trouxe à vida: O Amor. Estaria exagerando se dissesse que o amor é um intruso extraordinário que dita as ordens fazendo-nos submissos da dor, do prazer e da alegria? Certamente que não! Ama-se de igual modo, em qualquer idade e em qualquer circunstância.

O amor não tem cura, se o contraímos ele nos deixa cicatrizes eternas e perceptíveis. Começa com a força dominante, expressiva e miraculosa do olhar; em seguida, o coração dispara como se quisesse fugir do flagrante delito de se dar; depois, o intelecto entra na máquina do tempo, e nos transporta ao mundo encantado da criança, esse encantamento que só vê bondade e ternura, na figura do ser amado.

Se o amor nos alcança num complexo período de carência, a adrenalina do afeto nos faz perigosamente vulnerável porque o verdadeiro perfil da pessoa amada está parcialmente protegido pela pureza dos sentimentos externados sem culpa e sem malícia de quem os tem. Quando se diz na linguagem popular que “o amor é cego”, existe uma sabedoria de verdade expressa na convicção das observações externas que testemunham a ingênua entrega sem o esperado retorno.

Nas relações amorosas autênticas, o que mais impressiona é a negação do óbvio, quando não se quer acreditar nas manipulações arquitetadas por maldosos aproveitadores. É fácil enganar aquele (a) que ao (a) outro (a) ama e desse amor levar vantagem de forma escabrosa e revoltante.

O amor é luz, brilho, ternura, doação, cuidado, entrega, renúncia, abnegação, espera, saudade, ansiedade…

Seres que não amam jamais definirão o que não sentem; os que não conhecem a dor física e da alma, tampouco saberão conceituá-las; ninguém poderá ser feliz sem ter ao menos amado uma vez, sem ter sentido o prazer de se revelar e de se descobrir numa saudosa melodia cuja letra retrate um pouquinho do seu “eu”, do seu instante de entrega alucinante, da certeza de ter sido amado e da satisfação que o amor lhe proporcionou. Afinal, a única pessoa que você precisa em sua vida, é aquela que demonstra que precisa de você.

A nobreza do amor, não admite escárnio, nem deve ceder espaço aos aproveitadores, não se pode permitir. O sentimento que nos torna fortes, também nos deixa vulneráveis, por isso, creio que a vulnerabilidade está enraizada na pureza da sensibilidade do verdadeiro amor.

Nunca podemos negligenciar o nosso amor próprio, o amor fraterno e o amor de Deus, pois serão eles que irão nos salvar.

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

Etiquetado , , , , ,

As Mutações humanas

Não pretendo escrever sobre as transformações físicas pelas quais passam o ser humano a exemplo de algumas ficções novelescas e de determinadas obras literárias.
Interessa-nos mostrar as frequentes mutações espirituais e comportamentais da humanidade que, contrariando o processo desenvolvimentista da personalidade, aniquila o seu caráter por fragmentos que favorecem aos seus almejados interesses.
A carruagem que passa através das estradas desfilando a ostentação do poder permite-nos enxergar a beleza que encanta os nossos olhos e nos faz sorrir seguindo a orientação do imaginário que por dedução, aprova sem saber e constrói sem alcançar que no esplendor do prestígio há por vezes almas que se destruíram para construírem o mágico esplendor da aparência.
A felicidade não se expressa na mentira construída, pois não existe satisfação plena quando, para obtê-la, tomou-se o lugar de alguém que assim o teve por direito, pagou-se pelo extermínio do físico ou da alma, recusou-se a mão que lhe foi estendida, remunerou-se a calúnia e ao falso testemunho, disse não a quem mais precisava e foi capaz de se unir ao opositor por senti-lo na exata dimensão do seu ambicioso interesse.
No mundo da política encontramos corruptíveis mutantes que se abraçam e se aceitam pela identidade de caráter, e dessa união reconhecem-se pela proeza de ludibriar com acenos, beijos, amplexos e sorrisos àqueles que os conduzem ao pretendido poder, sem olvidar os que se fazem pela força, pela opressão e pelo cabresto. São seres que se disfarçam no período eleitoreiro e fazem das promessas e dos sorrisos angelicais instrumentos de convencimento aos indivíduos de boa fé os quais, carentes de recursos, afeto e respeito, deixam-se enganar acreditando nos juramentos de campanha.
Findas as eleições, as máscaras caem e os mutantes readquirem a sua forma habitual sagrando-se derrotados ou vencedores.
Qual o verdadeiro sentido da vitória edificada no cruel subterfúgio das palavras enganadoras? Reportando-me à carruagem que desfila a ostentação do poder, faço a seguinte pergunta: Onde está a aparente beleza a que fizemos referência, se para ostentá-la foi preciso enganar, ferir e macular a confiança e o respeito de um povo que de tanto esperar por melhores dias, não se apercebeu que durante um longo tempo serviu de massa de manobra aos interesses de outrem?
O homem traz em sua essência a magnitude da alma, presente de DEUS na sua construção; Preservá-la e respeitá-la em qualquer circunstância da vida, é trazer à existência o ideal de felicidade a que tanto almejamos, porque não há nada que nos dê mais prazer do que a paz interior, esta paz edificada sem culpa, sem vaidade, sem preconceito, exatamente dentro dos preceitos morais e religiosos que não se formam onde não existe respeito e amor ao próximo.
Para que estejamos na amplitude da felicidade, consagremos ao nosso EU um ideal de AMOR abrangente e desinteressado.

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil.

Reconstruir-se no Ano que vem.

Na vida terrena, tudo tem princípio, meio e fim. O que mais nos prende à satisfação existencial é acreditarmos que somos capazes de transformar gotículas de esperanças em grandes realizações. O nosso Ego funciona como um imenso baú organizado em caixas de tamanhos diversos, subdivididas em acontecimentos do contemporâneo, onde cada uma abriga a sorte, a alegria, a tristeza, a saudade, as decepções, as emoções, a mentira, a verdade, a crença, a descrença, o amor, o ódio, a ternura, a bondade, a maldade, a ignorância, o saber, a inveja, o ressentimento, a disposição, a preguiça, a traição, a hipocrisia, a lealdade, a sinceridade, o interesse, a ganância, a virtude, o medo, a coragem, o querer e o não querer, o ter e o não ter, o ser e o não ser.

São incontáveis os fatos ligados à existência e não há como enumerá-los. Cada partícula encravada nas dependências desse grande baú exterioriza uma história em cuja narrativa há a verdadeira construção da alma humana; São células que não se degeneram com o passar do tempo, pois o próprio tempo as contempla na reconstrução mental pela transformação que conduz ao bem ou pela mistificação à prática do mal.

Toda esta exposição do EU se faz pupilo na Escola da FÉ. Há e sempre haverá em cada ser humano a busca da salvação em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Os trezentos e sessenta e cinco dias do ano são portadores de acontecimentos que despertam a renovação de esperança por melhores dias, porém, tal qual numa peça teatral, existe uma repetida preparação onde todos se dão as mãos e se abraçam com votos de um Feliz Natal e de venturoso Ano Novo.

Gostaria de saber por onde andam os abraços nos meses que antecedem as Festas Natalinas!

Independentemente das intenções, tem bastante valia o que eu penso o que eu sinto o que eu quero. Reconstruir-me no Ano que vem faz parte da minha meta pelo crescimento físico, moral e espiritual. Afinal, é isso que todos idealizam e almejam. Faz muito bem renovar-se a cada Ano buscando em DEUS o alicerce do desejo e a razão de ser feliz seguindo a trajetória incansável do querer ser até o dia de nos juntarmos a ELE.

Que DEUS siga nos abençoando e nos fortalecendo concedendo-nos a dádiva do riso, da alegria, da saúde e do amor que é forte o suficiente para destruir as trincheiras do inimigo em nome da paz e da tranquilidade.

FELIZ 2014!

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

A Imortalidade da Música

Lembro-me que quando criança na companhia dos meus pais, ouvíamos na velha e querida radiola também chamada eletrola os mais variados ritmos musicais, todos na mais perfeita ordem quanto à composição, letra, melodia, compasso e nas mensagens que expressavam a essência da vida com a mesma sutileza expressa no cântico dos Rouxinóis.

Era uma época em que a música transmitia uma esplendorosa emoção e eu que sempre amei a poesia sentia-me no apogeu do ingênuo prazer, sempre acompanhada pela minha boneca que ganhei dos meus pais de nome Shirley, a quem tanto me apeguei como se fora uma irmãzinha muito querida.

Passou-se o tempo, mas as músicas não passaram, nem jamais passarão. Não consigo definir a emoção que me vai n’alma, quando por obra do acaso ou por querer escuto as melodias que marcaram a minha infância fazendo-me protagonista de um filme que a minha mente revela, colocando-me no palco da existência junto aos personagens reais da minha história.

É indefinível o meu orgulho quando penso que cresci na época em que os grandes compositores faziam música para o deleite de quem as apreciava descobrindo em cada estrofe a manifestação do amor, a chama da paixão, a descoberta da nostálgica saudade, as amargas e doces recordações e a esperança no amanhã, revelando em sua magnitude, a inspiração subjetiva dos poetas.

A magia que em mim sobrevém da música e que por vezes me faz arrepiar, leva-me a pensar que o coração bombeia os acordes melódicos que transitam pelas veias irrigando o cérebro na essência da razão e a alma na purificação dos sentimentos.

E assim, os anos passam e a música que não morre dentro da gente, eterniza-se no nosso eu renovando-se no descompasso da emoção, fazendo-nos sorrir com a repentina alegria de quem se descortina às portas do Éden ou de quem se realiza após incessante luta.

Na arte musical, não há comparação entre o ontem e o hoje. O lirismo de outrora, a vontade de eternizar e enaltecer o amor, a seriedade com que se encarava uma composição e o respeito pela obra, não cedia lugar para dúbias interpretações e os compositores eram pessoas de invejável cultura e sentimentalismo ou fartamente criativas. Felizmente, ainda somos contemplados com cantores e compositores que dignificam a música proporcionando-nos deleite e satisfação espiritual. Esses, tanto quanto os de ontem, criaram canções que se imortalizaram pela beleza e pelo significado.

Na abordagem funcional, artística e espiritual, a música é a “arte de manifestar os afetos da alma, através do som”. Nessa abordagem, a música só acontece como manifestação humana que possibilita ao compositor compartilhar suas emoções e sentimentos. Ela é de fato, uma forma de comunicação entre os homens.

É preciso acreditar que a música não tem idade, ela está sempre presente em qualquer época, onde quer que estejamos infinitamente renascendo na multiplicação das novas e futuras gerações.

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

 

 

 

 

Copa do Mundo no Brasil

  Nós, brasileiros do futebol, que em 1950 sediamos a quarta edição da Copa do Mundo com a seleção do Uruguai vitoriosa, vivemos a expectativa do torneio que acontecerá em 2014, ocasião em que estaremos unidos na mesma esperança e na mesma emoção.

Trinta e dois (32) países estão escalados para a grande competição e o Uruguai foi o último a ser escolhido.

É sempre uma honra e indescritível prazer para um país sediar uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada, especialmente quando a sua população se identifica com o esporte, veste a camisa do time e deixa transparecer que para ser um verdadeiro torcedor, não há distância nem obstáculos que o impeçam à constante busca da vitória.

A ligação do brasileiro com o futebol transcende as normas da boa conduta, os limites da emoção e da razão, alcançando um fanatismo apaixonado que não admite derrota, além de não perdoar falhas e armações premeditadas que colocam em risco a dignidade e os reconhecidos valores dos craques idolatrados considerados exímios profissionais.

Como tudo na vida passa as decepções oriundas da ganância que por vezes mesclaram o brilho, a alegria e a beleza das últimas copas mundiais, pouco a pouco vão sendo esquecidas, cedendo lugar às novas esperanças e aos planos para o futuro encontro com familiares e amigos em casa, nos clubes ou nas mesas de bar sempre em clima de festa e de euforia.

A Copa do Mundo no Brasil criou oportunidades de emprego para milhares de pessoas que estavam ociosas e ansiosas por conseguirem trabalho, e até chegar o grande dia, grande parte da população se movimentará para gerar comércio de todas as formas, seja comprando, vendendo, trocando, criando, movimentando a máquina financeira que, por consequência, trará maiores riquezas para o país.

A julgar pela qualidade técnica dos jogadores da nossa seleção reconhecida pelo critério de escolha do renomado Técnico Luiz Felipe Scolari, além do seu inatingível caráter, a vitória brasileira já se desponta no amplo espaço sideral.

Participarão dos jogos da Copa do Mundo, as seguintes seleções: Alemanha, Argentina, Argélia, Austrália, Brasil, Bélgica, Bósnia, Camarões, Chile, Colômbia, Coréia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia, Equador, Espanha, Estados Unidos, França, Gana, Grécia, Holanda, Honduras, Inglaterra, Irã, Itália, Japão, México, Nigéria, Portugal, Rússia, Suíça e Uruguai.

A Copa do Mundo será realizada no Brasil entre os dias 12 de junho e 13 de julho de 2014. As 64 partidas serão disputadas em 12 cidades do país (Belo Horizonte-MG, Brasília-DF, Cuiabá-MT, Curitiba-PR, Fortaleza-CE, Manaus-AM, Natal-RN, Porto Alegre-RS, Recife-PE, Rio de Janeiro-RJ, Salvador-BA e São Paulo-SP).

A cidade de São Paulo receberá o jogo de abertura no dia 12 de junho de 2014, enquanto Rio de Janeiro será a sede da final da 20ª Copa do Mundo da história. No dia 6 de dezembro de 2013, a FIFA irá realizar o sorteio dos grupos da Copa do Mundo na Costa do Sauípe, litoral norte da Bahia, e tabela definitiva do mundial.

Sejamos pela sexta vez os verdadeiros donos do Troféu de vencedor da Copa do Mundo de 2014!

2014-FIFA-World-Cup-Brazil-Brasil

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

Etiquetado , , , , , , , , , , , , , , , , ,

VENCENDO OS OBSTÁCULOS

Por sermos partes de um Universo Infinito, cada fase vivida, cada meta cumprida, cada passo pela busca incessante dos motivos e ideais que atingem a nossa vida, coloca-nos à prova na medida em que nos sentimos vitoriosos ou mesmo derrotados.

Os acontecimentos adquiridos nos primórdios da existência, fortalecidos pela ação do nosso cérebro que por sua vez se encarregou de promover meios cientificamente naturais de superação, contribuem para que possamos aprimorar as nossas vidas sem atropelos nem vicissitudes. Com o lado racional no total controle do “nosso eu”, a vida passa a fluir considerando que o dia nasce após cada noite, e o coração renasce tão logo acaba uma desilusão buscando no amor a força para continuar a viver.
Tal qual um corpo que cai e de pronto se levanta, assim se faz com o espírito revestido no poder da FÉ cuja formação religiosa conduz ao indicativo de que no alto da superação existe um poder Divino impulsionando a nossa vontade, o nosso desejo de vencer, de superar, de enfrentar e de reconhecer que não há força capaz de dominar a nossa própria força e nem há pedras sobre as quais não possamos pisá-las.
Dizer a si mesmo, eu posso, eu quero, eu consigo, eu venço, eu enfrento, faz desabrochar no nosso âmago a essência de uma felicidade que não necessita de resultado para se fazer sentir. Toda preparação otimista enriquece a alma, enobrece os sentimentos e proporciona uma vida saudável que contagia o ambiente gerando luz, alegria e paz interior.
O negativista, entretanto navega no mar da escuridão, sem se aperceber que as chagas do seu corpo envenenam o sangue e esmorecem o espírito transformando-o num premeditado suicida; não há nada que o satisfaça e o encoraje, considerando que a sua energia foi de todo consumida proporcionando-lhe uma inevitável “falência múltipla dos órgãos”.
É necessário enxergarmos a vida sem o cepticismo do amanhã que desencoraja, entristece nos mantém cabisbaixos e incapazes de sentir que ao levantarmos a cabeça encontraremos nas sete cores do arco-íris uma exuberante razão para viver.
A força que a natureza nos dá é a nossa maior fonte de inspiração e de coragem. Imaginemos que a lona de um circo sob o qual estejamos, represente o firmamento, que as luzes são as estrelas e a música que antecede a abertura do espetáculo, são as vozes angelicais a nos dizer: Aqui estamos! Descubra-se no Amor, confie na essência do seu EU, fortaleça-se na beleza, na grandeza da FÉ e nos acordes que lhe dou.
Liana Franca
Delegada de polícia Civil

Só o Amor Constrói

O que alcançam os nossos olhos na contemplação dos seres e das coisas, fazem-nos meditar que se não fora a essência do Amor Maior, pouco ou nada existiria de belo e verdadeiro na construção do Universo.

A Natureza nos encanta nos seus múltiplos aspectos; Se olhamos para o mar imaginamos a magnitude que fluiu da magia do Amor quando, ao abrir os braços o CRIADOR ordenou: “Faça-se o mar e o mar foi feito”; Se olhamos para as flores e as descobrimos em intermináveis formas e policromias, entendemos o quanto somos importantes para DEUS que as fez para que pudéssemos apreciá-las, senti-las e ofertá-las com o sorriso que faz brotar a sensitiva comunicação do verdadeiro amor; Se olhamos para os pássaros, deslumbramos nas asas que bailam num movimento elegante e uniforme, a perfeição do simples na busca da liberdade, do acasalamento e da sobrevivência; No seu canto a partitura melodiosa de acordes perfeitos que se exibem no raiar das manhãs e nos nostálgicos crepúsculos. Se olhamos para o Sol mandando à terra o seu ardente archote, concluímos que lá do infinito, nos diferentes pontos cardeais ele lança os seu raios, no DIVINO domínio da sua Supremacia; Se olhamos para a Lua e a vemos crescer tornando-se mais bela, inspiramo-nos no seu brilho, vertendo do nosso peito as mais ternas e doces declarações de amor. Se olhamos as crianças e nelas contemplamos, além do seu EU, a singeleza que brota do seu sorriso, o bem que nos invade a alma reveste de luz os percalços que a vida nos traz.

Enfim, quando olhamos o HOMEM, ser pensante que a natureza edificou na plenitude da sua essência, deduzimos que por ter sido feito à imagem e semelhança do PAI, a ele é outorgada a responsabilidade de se alicerçar na firmeza do amor, no equilíbrio da inteligência e na grandeza do caráter.
Todas as nossas pretensões antes de seguirem para o plano da realidade, têm que ser almejadas, planejadas com dedicação e emoção, e essas resultarão numa satisfação propulsora da felicidade. Como os caminhos da existência são mesclados pelas desventuras que atropelam a leveza da alma, a solidez do espírito edificado jamais se abalará diante das agruras, pelo contrário, crescerá como aprendiz, lutará como guerreiro e vencerá como herói. E tudo em nome do Amor.
Inspirem-se na hegemonia do AMOR!
Liana Franca
Delegada de Polícia Civil.

A voz e a vez do silêncio

“Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo”. (Oscar Wilde)

A voz do silêncio representa a inteligente decência do bem viver. São inúmeras as situações enfrentadas no cotidiano em que as palavras ou o excesso delas, só complicam o entendimento e o relacionamento. O homem na sua racionalidade tem por natureza e hábito a faculdade de absorver os fatídicos acontecimentos da existência, o que o torna um ser neurótico e por vezes incompreensível; As palavras que lhe são ditas ainda que inofensivas, transformam-se em instrumentos de discórdia, resultado da má interpretação construída pela ação circunstancial da vida.

Com o passar do tempo descobrimos que é preciso fazer a diferença na presença do interlocutor. Se as palavras não surtem o efeito desejado e passamos a ser a “válvula de escape” que o outro necessita para externar a sua insatisfação, expressemo-nos com sabedoria ou mantenhamo-nos em ensaiado silêncio.

Todo aquele que entende que muitas vezes o silêncio vale mais do que mil palavras, não precisa de mil palavras para entender a essência do silêncio. A mais expressiva forma de falar se revela na força do olhar; Em quantas ocasiões nós dizemos “eu te amo” e não falamos nada! Quantas vezes estendemos uma mão amiga sem revelar por que! Quantas vezes advertimos um filho só em olhar para ele e esta é uma situação em que o silêncio é sempre bem vindo para que seja evitado o constrangimento de uma reprimenda com vocábulos inadequados.

É fantástica a descoberta do silêncio que se propaga no raciocínio lógico da ponderação e do bom senso. Manter-se em silêncio nas ocasiões propícias nos leva a aprender mais, a entender melhor, evita más interpretações, facilita um juízo de valor em determinadas situações e o que é melhor, aproxima-nos muito mais de DEUS que por sua onipresença e onisciência, escuta atentamente as nossas súplicas e orações, entendendo como ninguém a força das palavras silenciosas extraídas do intelecto, da alma e do coração.

Por fim, vale ressaltar que se temos a capacidade de nos externarmos sem o uso das palavras, é justamente sem elas que os animais se fazem entender. Com a silenciosa força do olhar eles dizem o quanto nos ama, como se alegram em nos ver chegar, como se abalam com a nossa tristeza, como ficam felizes com a nossa alegria e o quão são importantes para a harmonização do nosso eu.

Em muitas ocasiões o silêncio que se dá como resposta, ensina ao outro a conveniência de se manter calado e de entender que o seu discurso não teve o resultado pretendido.

Exercitemos o Silêncio nos oportunos momentos da vida!

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil.

REI ROBERTO CARLOS

Infinitamente sábio, sensível, eterno e verdadeiro, o Brasil trouxe à luz, um jovem que sobre os caracóis dos seus cabelos, um dia foi coroado “Rei”. Lembro-me que eu era uma pré-adolescente quando aliada às músicas que costumava ouvir nos discos de vinil do meu saudoso pai, surgiu essa voz que com suas melodias ingênuas e apaixonadas, sobressaltou o mundo artístico desafiando o cancioneiro nacional e internacional.

Roberto Carlos Braga, eis o nome do cantor que poeticamente definiu a preferência musical dos ouvintes que indistintamente o apreciam e que se identificam na partitura das suas canções, como se os seus versos captassem por satélite tudo o quanto é necessário ouvir para reviver emoções que inebriam os sentimentos fazendo-nos sorrir e por vezes chorar.

Roberto Carlos eterniza-se em tudo o que faz. Apelando a Jesus Cristo a lembrança da sua presença, entregando como filho o seu amor a Lady Laura, realizando-se na medida certa entre o côncavo e o convexo, externando num desabafo a loucura de um amor escravo, defendendo as baleias na preservação da natureza, ressaltando os costumes que o une à família e aos amigos e sublimando o amor nos mais diferentes contextos, eis um ser que se destaca e que o tempo não conseguirá apagar porque o seu reinado não segue a dinastia dos nobres, ele se fez pela preferência popular que o reconheceu e o reconhece como um dos grandes cantores do Universo.

Toda mensagem trazida nas músicas de Roberto Carlos, vai muito além das palavras; quem as ouve, nelas se identifica e o que é mais incrível, elas têm princípio, meio e fim, ou seja, têm história, a história das nossas vidas, a complementação do nosso “eu” e ainda possuem a magia que nos leva a reproduzir mentalmente um filme do que se passou, do que se passa e a alegria que flui naturalmente do devaneio de nos sentirmos cúmplices da composição e do compositor.

Cantar as canções de Roberto Carlos e ouvi-las onde quer que estejamos sempre faz a diferença porque as músicas modernas que estão no agrado do público, com exceções, desagradam ao bom gosto e a sensibilidade dos apaixonados pela verdadeira música.

Se a mulher de quarenta era considerada ultrapassada para a cavalgada da vida, a partir da canção que por justiça lhe rende homenagens, a sensualidade que advém da maturidade e do prazer de ser feliz, foi de todo valorizada elevando prazerosamente a dádiva da autoestima.

Não há palavras que definam Roberto Carlos na sua integralidade, porém se amar é um ato Divino, DEUS a ele dará as mais sábias palavras porque o AMOR a partir do REI foi reconhecido em sua essência como a mais misteriosa e bela forma de se dar e se realizar.

Sejamos todos dignos de um verdadeiro amor!

Liana Franca

Delegada de Polícia Civil

 

Anúncios